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Síria rejeita acusações de crimes contra a humanidade

Ativistas dizem que ataques desta terça-feira na cidade de Homs foram os piores dos últimos 5 dias

14 de fevereiro de 2012 | 14h 02
AE - Agência Estado

Atualizado às 15h49.

Rebelde observa tanque das forças do governo na cidade de Idlib, na Síria - AP
AP
Rebelde observa tanque das forças do governo na cidade de Idlib, na Síria

BEIRUTE - A Síria negou nesta terça-feira, 14, as acusações da alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, que disse no dia anterior que a escala da violência empregada pelo governo sírio contra opositores e civis indica que ocorreram e continuam a ocorrer crimes contra a humanidade na Síria desde o início da revolta contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

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"O Ministério das Relações Exteriores, em uma mensagem enviada à Comissão de Direitos Humanos da ONU, categoricamente rejeitou as novas alegações feitas pela comissão", informou a agência de notícias estatal Sana.

A pasta também acusou o órgão de estar sendo manipulado por "países que buscam atingir a Síria e  ignorar os crimes terroristas cometidos por grupos armados", disse a Sana.

Ataques em Homs

Ao menos 40 pessoas morreram nesta terça-feira na Síria, a maioria nos redutos opositores de Idlib (norte) e Homs (centro), pelos bombardeios e disparos das forças leais ao regime de Bashar al-Assad, segundo um grupo opositor.

Os Comitês de Coordenação Local (CCL) informaram em comunicado que estas províncias foram alvo de novos bombardeios que causaram a morte de nove pessoas em Idlib e de oito em Homs, no mesmo dia em que Damasco negou as acusações da ONU de cometer "crimes contra a humanidade".

O ONU estima que, desde o dia 4 de fevereiro, mais de 300 pessoas foram mortas em bairros civis de Homs.

As informações são da Dow Jones.