Site de Mousavi: 70 professores detidos no Irã
Os educadores podem ser integrantes de um grupo que luta por um governo mais liberal
Setenta professores foram detidos no Irã em um protesto contra o governo de acordo com um site afiliado do opositor, Mir Hossein Mousavi, que disse ter sido tomada sua a vitória das eleições presidenciais.

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Os professores foram detidos na quarta-feira, 24, imediatamente depois do encontro com Mousavi, disse o site Kalemeh, que é afiliado do líder da oposição. A reportagem afirmou não ser claro como as prisões ocorreram.
Milhares de manifestantes e ativistas ainda contestam o resultado da votação de 12 de junho, na qual as regras foram declaradas pelo clérigos em conjunto como o presidente Mahmoud Ahmadinejad, declarado vencedor. O governo também montou uma corte especial para esclarecer casos de pessoas presas em mais de uma semana de prisões e sentenças.
Os protestos emergiram depois da eleições, sob a alegação de fraude massiva. Desde então, pelo menos 17 pessoas foram mortas pelas autoridade na mesma intensidade das manifestações.
O jornal oficial, Irã, reportou nesta quinta-feira, 25, que em acréscimo às 17 mortes, 7 membros da milícia pró-governo Basij morreram em confrontos pós-eleições, e dúzias mais foram feridos por armas e facas. A informação não pode ser verificada em separado, acrescentou a Associated Press.
Os professores detidos na quarta-feira, 24, são tidos como integrantes de um grupo que luta por uma forma mais liberal de governo.
As prisões são um sinal que a atenção das autoridades se volta ainda mais para a elite do Irã.
A oposição iraniana decidiu suspender concentração prevista para esta quinta-feira, depois da forte repressão na quarta-feira, 24, da Polícia e os grupos de milicianos islâmicos Basij de uma manifestação contra o Parlamento.
Segundo explicaram à Agência Efe os partidários do clérigo reformista Mehdi Karroubi, ficou decidido cancelar a cerimônia que seria realizada nesta quinta-feira em lembrança às pessoas mortas nos últimos 13 dias de protestos pelo resultado das eleições presidenciais de 12 de junho.
"É uma situação injusta, porque não se devem proibir as cerimônias religiosas em mesquitas. Mas o Ministério nos advertiu que é ilegal e que seria usada a força", explicou a fonte, que preferiu não se identificar.
O Irã é palco há quase duas semanas de mobilizações e enfrentamentos nos quais morreram pelo menos 20 pessoas, segundo fontes oficiais.
As manifestações foram organizadas pelos três candidatos perdedores das eleições, que denunciaram uma grande fraude em favor o atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, que obteve uma inesperada vitória no primeiro turno.
O regime iraniano, no entanto, acusou países ocidentais, especialmente Estados Unidos e Reino Unido, de conspirar com o objetivo de forçar o que Teerã chama de "uma revolução de veludo".
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