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Suprema Corte de Honduras rejeita pedido da OEA por retorno de Zelaya

Tribunal não aceita pedido de secretário da OEA para que presidente deposto seja restituído.

03 de julho de 2009 | 23h 00

A Suprema Corte de Honduras decidiu, nesta sexta-feira, que não irá aceitar o retorno ao país do presidente eleito hondurenho, Manuel Zelaya.

A decisão se deu após um encontro entre representantes da Suprema Corte do país e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, em Tegucigalpa.

O secretário-geral da OEA chegou a Honduras nesta sexta-feira a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira.

Sua presença no país se deu como uma forma de tentar destravar o impasse que se instaurou em Honduras desde a deposição de Zelaya por um grupo de militares, no último domingo.

Decisão

Ao final da reunião, José Danilo Izaguirrre, porta-voz do presidente da Suprema Corte, deu detalhes sobre o encontro.

De acordo com ele, logo no início da reunião, Insulza afirmou que queria a restituição do presidente Zelaya ao cargo, mas o presidente da Suprema Corte hondurenha, Jorge Alberto Rivera, teria dito, de forma muito taxativa, que há uma ordem de prisão contra Zelaya e que a decisão está tomada.

Insulza teria então ameaçado com a suspensão de Honduras da OEA, já no início da semana que vem.

De acordo com o porta-voz, o presidente da Suprema Corte teria respondido:

"Façam como quiserem, a decisão está tomada. Com a lei hondurenha não se pode jogar".

Em uma declaração que ressaltou ser pessoal, o porta-voz da Suprema Corte hondurenha ainda afirmou "que ele (Insulza) não é a autoridade deste país".

A reunião entre Insulza e Jorge Alberto Rivera contou ainda com a presença de dois outros ministros da Suprema Corte hondurenha. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.