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Tentativa de golpe militar de Hugo Chávez completa 20 anos

Na época, atual presidente da Venezuela passou dois anos na cadeia e só foi libertado com lei de anistia

03 de fevereiro de 2012 | 19h 19
estadão.com.br

Texto atualizado às 20h26

SÃO PAULO - O fracassado golpe militar liderado pelo então tenente-coronel Hugo Chávez, atual presidente da Venezuela, completa 20 anos neste sábado, 4. Nesta semana, durante discurso na inauguração do ano judicial da Corte Suprema de Justiça, Chávez declarou que "a história o absolverá" pela tentativa de golpe de 1992 quando, junto a um grupo de militares, tentou derrubar o então presidente Carlos Andrés Pérez.

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CRONOLOGIA: Os principais momentos do golpe de 1992

Detido, Chávez passou dois anos na cadeia e foi libertado após o afastamento de Pérez, devido à anistia aprovada pelo novo presidente, Rafael Caldera. No discurso na Corte Suprema, Chávez também disse que "não havia pátria" naquela época e a Venezuela estava "no chão, explorada, saqueada, humilhada".

"Nosso povo humilhado, empobrecido, faminto, vivendo sobre um mar de riquezas e uma burguesia subordinada ao império ianque, governando dez anos, 20 anos, 30 anos, 100 anos e mais", disse.

'Golpe de direita'

O atual presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, um dos militares que acompanharam Chávez na tentativa de derrubar o governo, disse recentemente à emissora estatal Venezolana de Televisión que os eventos de 1992 "evitaram um golpe de Estado de direita". De acordo com ele, naquela época havia um grupo de oficiais de alto grau conspirando e "as razões que os jovens militares de esquerda tinham para organizar o golpe já não existem mais".

Oficial militar de carreira, Chávez fundou o Movimento Quinta República após o fracassado golpe de estado. Foi eleito presidente em 1998 e conseguiu se reeleger em 2000 e 2006, por meio de referendos. Em abril de 2002, Chávez - então no poder - sofreu uma tentativa de golpe por parte de militares.

Oposição

No dia 7 de outubro deste ano, serão realizadas novas eleições no país. No domingo, 12, a oposição venezuelana escolherá, pela primeira vez na história, um candidato único para disputar a votação presidencial. Henrique Capriles lidera as intenções de voto nas primárias. Ele está entre 15 e 20 pontos percentuais à frente dos outros candidatos nas pesquisas de intenção de voto sobre as primárias.

Com agências de notícias