Infografia/estadao.com.br
Infografia/estadao.com.br

Terremoto de magnitude 8,8 atinge Chile; mais de 100 mortos

Ilhas do Pacífico recebem ajuda após serem atingidas por ondas fortes; presidente eleito fala em 122 mortos

Associated Press, Reuters e EFE,

27 Fevereiro 2010 | 07h03

Um potente terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região central do Chile na madrugada deste sábado, 27, sacudindo a capital Santiago por um minuto e meio e desencadeando um alerta de tsunami no Oceano Pacífico.  Segundo as autoridades chilenas, há 147 mortos confirmados, mas o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, disse que o número ainda pode subir.

 

Pouco depois das 7 horas da manhã, a presidente Michele Bachelet declarou "estado de catástrofe", e o total de mortos, segundo as autoridades, já supera os 70. O tremor também foi sentido na Argentina.

 

Funcionários de linhas aéreas brasileiras e peruanas informaram à agência de notícias Reuters que o aeroporto de Santiago tinha sido fechado em virtude do terremoto. O fechamento foi posteriormente confirmado por autoridades. O aeroporto sofreu danos com o abalo.

 

especial Especial: Infográfico mostra como ocorreu o terremoto no Chile

link Países da Ásia preparam-se para tsunami após tremor no Chile 

link Moradores de SP sentem reflexo do terremoto

link Maior terremoto da história ocorreu no Chile em 1960

 

"Temos um enorme terremoto", havia dito Bachelet, horas antes, a partir de um centro de reação a emergências, num apelo para que os chilenos fiquem calmos. "Estamos fazendo todo o possível com todas as forças que temos. Toda informação será compartilhada imediatamente".

 

Uma grande onda atingiu uma área povoada da Ilha de Robinson Crusoe, a 660 km da costa chilena, disse Bachelet. "Foi um terremoto devastador", disse o ministro Yoma, a jornalistas. Dois navios teriam sido enviados à ilha para socorrer os moradores.

 

Bachelet disse ainda que há um grande risco aos moradores da Ilha de Páscoa, na Polinésia. "Há o risco de uma forte onda", embora "eu não me atreva a chamá-la de tsunami", disse a chefe de Estado, sobre a localidade que fica a 3.600 quilômetros da costa chilena e tem aproximadamente 3.800 habitantes.

 

A presidente Michele bachelet fala à imprensa após o terremoto que abalou a capital. TVN/AP

 

Ela pediu que as pessoas evitassem sair de carro na madrugada, já que os sinais de trânsito estão desligados, para evitar causar mais baixas. Em entrevista concedida horas depois dessa primeira manifestação, a presidente afirmou que não há risco de tsunami na costa chilena.

 

O tremor ocorreu às 3h34 da madrugada, e esteve centrado no mar, a 325 km a sudeste da capital, numa profundidade de mais de 50 km, informa a Geological Survey dos EUA.

 

Carro esmagado em desmoronamento na cidade de Concepción, mais duramente atingida. AP

 

O epicentro está a 115 km de Concepción, a segunda maior cidade do Chile, onde mais de 200 mil pessoas vivem ao longo do Rio Bio Bio, e a 90 km da estação de esqui de Chillan, uma porta de entrada para os resorts de neve dos Andes, e que foi destruída em 1939, num terremoto.

 

Moradores de Santiago saem às ruas de madrugada, após o tremor de terra. Cristóbal Saavedra/EFE

 

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu um alerta para o Chile e o Peru, e um aviso menos urgente para Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Antártida. Um tsunami também poderá atingir o Havaí mais à tarde.

 

O maior terremoto da história atingiu a mesma região do Chile, em 22 de maio de 1960. O tremor de magnitude 9,5 matou 1.655 pessoas e deixou 2 milhões de desabrigados.

 

 

Réplicas

 

Diversas réplicas do tremor foram registradas nas últimas horas, de acordo com o US Geological Survey. pelo menos treze tremores secundários de magnitude entre 6,9 e 5,2 foram detectados pelo Escritório nacional de Emergências do Chile.

 

A maioria teve epicentro no mar, diante da costa da região de Maule, como o primeiro tremor, mas também na costa das regiões de Bio Bio, Araucanía e O'Higgins, bem como Valparaíso.

 

(Atualizada às 12h11)

Mais conteúdo sobre:
chile terremoto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.