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Tiros atingem ao menos 2 em manifestação contra Chávez

07 de novembro de 2007 | 21h 14
REUTERS

Pelo menos duas pessoas foram baleadas

na quarta-feira numa universidade venezuelana depois de uma

grande passeata estudantil contra a reforma constitucional com

que o presidente Hugo Chávez pretende obter o direito de se

reeleger indefinidamente.

Várias pessoas foram hospitalizadas por causa de incidentes

no campus depois da passeata que reuniu milhares de estudantes.

Embora as exatas circunstâncias permaneçam obscuras, é a

primeira vez na atual campanha para o referendo de dezembro que

há feridos graves. Há poucos dias, Chávez disse que a oposição

pretendia provocar violência para desestabilizar o país.

O diretor da Defesa Civil, Antonio Rivero, disse à rede

Globovisión no local dos incidentes que pelo menos duas pessoas

foram baleadas.

A TV mostrou homens encapuzados atirando objetos contra

salas da universidade, e outras pessoas, aparentemente alunos,

fugindo.

Testemunhas disseram à Globovisión que os agressores

dispararam pistolas e jogaram cilindros de gás lacrimogêneo.

Uma testemunha da Reuters no local disse que os transeuntes

não sabiam dizer como a violência começou.

Após os incidentes iniciais, supostos seguidores de Chávez

percorreram a área de moto fazendo disparos para o alto,

segundo a testemunha.

Rivero disse que a prioridade da Defesa Civil era garantir

que as pessoas não envolvidas no incidente pudessem sair da

área com segurança.

A Globovisión, que costuma representar a voz da fraca

oposição a Chávez, disse que o governo não deveria usar o

incidente como pretexto para uma ocupação militar de campus

universitários, o que seria uma violação à lei que lhes garante

autonomia.

(Reportagem de Saul Hudson)