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Primavera Árabe

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Turquia realizará reunião internacional sobre crise na Síria

Encontro deve acontecer 'o mais rápido possível'; discussão já foi iniciada com Catar, Irã e Itália

08 de fevereiro de 2012 | 11h 10
Agência Estado

ISTAMBUL - O governo da Turquia afirmou nesta quarta-feira, 8, que será o organizador de uma reunião internacional sobre a Síria, que deve acontecer "o mais rápido possível", com o objetivo de coordenar as políticas entre nações regionais e potências mundiais, depois de a resolução no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ter sido vetado pela China e Rússia no sábado.

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Em entrevista à emissora de televisão turca NTV, o ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que a reunião será realizada na Turquia ou em outro país, mas que deve ocorrer "na região" e "o mais rápido possível". "Estamos determinados a estabelecer um amplo fórum para promover a compreensão internacional com todos os países envolvidos", disse Davutoglu.

Os esforços para a formação de uma plataforma internacional para coordenar as políticas para a Síria lembram o "Grupo de Contato para a Líbia", que se reuniu várias vezes para conciliar as políticas durante o levante líbio contra o coronel Muamar Kadafi. Davutoglu disse que nos últimos dias ele lançou as bases para a reunião, discutindo a questão com seus homólogos na Itália, Irã e Catar.

A Turquia tenta criar um "novo mapa do caminho" para a Síria, declarou Davutoglu, acrescentando que o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan vai telefonar para o presidente russo Dmitri Medvedev ainda nesta quarta-feira.

As declarações de Davutoglu foram feitas antes de ele viajar para Washington, onde se reunirá com a secretária de Estado Hillary Clinton para uma reunião bilateral previamente marcada, cujo foco será a crise síria.

As revoltas contra o presidente Bashar Assad começaram há pouco menos de um ano e já mataram mais de 5 mil pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). O governo culpa "grupos armados e terroristas" pela onda de violência. As informações são da Dow Jones.