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UE aceita receber ex-detentos de Guantánamo

Bloco exige informações sobre presos que serão transferidos e que não haja provas de envolvimento com terror

15 de junho de 2009 | 9h 03
Efe e Reuters

A União Europeia (UE) aprovou nesta segunda-feira, 15, o acordo com os EUA para transferir para países europeus os detidos na base naval de Guantánamo que serão libertados e não podem ser enviados para seus lugares de origem.

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Um comunicado conjunto de Bruxelas e Washington afirma que o bloco europeu apoia a decisão do presidente Barack Obama de fechar o centro de detenção e estabelecerá uma estrutura de cooperação em que os países-membros da UE receberão os presos. "Ao apoiar a determinação americana de fechar Guantánamo, a UE espera contribuir para as mudanças na política americana e ajudar os EUA a virarem está página".

A nota diz ainda que o governo americano vai compartilhar as informações de inteligência disponível, incluindo confidencial, dos detidos que se enquadram na transferência e "estudará" a possibilidade de contribuir, caso a caso, com os custos dos países que receberão os ex-presos. O texto prevê unicamente que os detidos sejam transferidos porque os EUA não possuem provas de implicação em atividades terroristas dos suspeitos. Oficiais europeus chegaram a afirmar que o bloco aceitaria receber 60 detidos.

O ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, assegurou que a Espanha "em princípio" responderá "em sentido positivo" ao pedido dos Estados Unidos de amparada de presos de Guantánamo, e confiou em poder concretizar o número na reunião bilateral que será realizada na próxima semana em Madri.

"Temos que esperar para que nos apresentem a solicitação, o número e as pessoas que eles acham que podem ser amparadas na Espanha e, a partir daí, responderemos em um sentido em princípio positivo, sempre e quando a legalidade internacional interna nos permitir", assinalou o ministro em sua chegada a um Conselho de Exteriores da União Europeia.