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Venezuela expulsa dois diplomatas norte-americanos

Nicolás Maduro comentou 'plano de desestabilizar o país' em discurso sobre o estado de saúde de Chávez

05 de março de 2013 | 14h 54
estadão.com.br

(Texto atualizado às 16h30) CARACAS - A Venezuela expulsou dois funcionários da Embaixada dos EUA em Caracas acusados de conspiração. O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fez o anúncio sobre a expulsão de David del Mónaco nesta terça-feira, 5, em discurso após reunião com ministros, os 20 governadores socialistas e o alto comando militar, no Palácio de Miraflores. Logo em seguida, o ministro Elías Jaua, confirmou a expulsão de Deblin Costal.

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Maduro (esquerda) após reunião no Palácio de Miraflores - Marcelo García/Efe
Marcelo García/Efe
Maduro (esquerda) após reunião no Palácio de Miraflores

De acordo com Maduro, o diplomata norte-americano entrou em contato com oficiais do Exército e propôs planos de desestabilização do país.

Maduro identificou o norte-americano como um adido da Força Aérea lotado na embaixada e o acusou de espionar o exército venezuelano. O ministro Ernesto Villegas escreveu em seu twitter que o funcionário "tem 24 horas para abandonar o território venezuelano."

O vice-presidente também falou do estado de saúde de Chávez e pediu ao povo venezuelano que "não caia em provocações de nenhum tipo, junte forças e enfrente todas as mentiras e rumores" da oposição que "não respeita o momento delicado do comandante Chávez."

Maduro confirmou a piora do estado de saúde do presidente Hugo Chávez. "Há mais de duas semanas, o presidente começou a receber tratamentos complementares, mais complexos. O momento é delicado. Estamos todos orando para que ele passe por esse momento difícil como passou pelos outros", disse o vice-presidente.

Maduro elogiou a equipe médica que trata de Chávez e pediu que o povo venezuelano lembre que "a união e a disciplina são as bases para garantir a segurança política no nosso país...Eles (oposição) não podem vencer a revolução bolivariana. Nem por golpes nem por via eleitoral."

Complôs

Maduro associou o câncer de Chávez a um envenenamento por parte de seus "inimigos". "Não temos nenhuma dúvida de que o comandante Chávez foi atacado com essa doença. Assim como ocorreu com Yasser Arafat."

Além disso, o vice-presidente disse que o governo está "tomando decisões para acabar com a sabotagem elétrica que ocorre em diferentes Estados do país."

Veja (em espanhol) trecho do discurso de Maduro:






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