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Venezuela investigará portal 'Noticiero Digital'

Leitor do site teria comentado sobre falsa morte de ministro no site

17 de março de 2010 | 23h 10
Associated Press

A Assembleia Nacional da Venezuela decidiu abrir uma investigação contra o portal Noticiero Digital, crítico ao governo, devido a um comentário de um leitor do site contra um alto funcionário venezuelano, anunciou nesta quarta-feira, 17, um congressista partidário do presidente Hugo Chávez.

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O deputado Manuel Villalba disse que a investigação contra o Noticiero Digital se concentrará no "crime" que o site haveria incorrido ao permitir que um de seus leitores publicasse um comentário sobre um suposto assassinato do ministro de Obras Públicas e Habitação, Diosdado Cabello, e de um apresentador da TV estatal, Mario Silva.

"Isso é um uso irresponsável de qualquer meio de comunicação. Não pode ser feito, essa é a preocupação que tem a sociedade venezuelana e que devem ter todos os setores porque aqui há leis que regulam a informação", afirmou Villalba.

Ante a polêmica gerada pelas declarações de Chávez de que era preciso regular a internet, o deputado insistiu que controlar este meio "está totalmente descartado".

A deputada Desiré Santos Amaral informou que nesta terça foi aprovado um acordo condenando "o uso irresponsável" da internet.

No último sábado, Chávez criticou o Noticiero Digital, o qual acusou de divulgar uma "informação falsa" sobre os supostos assassinatos de Cabello e Silva, ex-candidato ao governo do estado central de Carabobo pelo partido governista.

O líder venezuelano pediu que ações legais fossem tomadas contra os responsáveis pelo portal.

No domingo o site rechaçou, por meio de um comunicado, as acusações de Chávez, e afirmou que "não pratica a censura prévia a seus leitores", e não assume a responsabilidade pelos comentários publicados pelos seus leitores.

Nesta terça, um dos principais portais de notícia da Venezuela, o Notícias 24, fechou temporariamente os comentários de seus leitores ante a incerteza gerada após o presidente Hugo Chávez ter exigido regulações para a web.