Venezuela pode proteger número 1 das Farc, diz rádio
Emissora colombiana diz que mobilização de tanques na fronteira visa evitar ataque a Manuel Marulanda
Uma das rádios mais respeitadas da Colômbia, a Rádio Cadena Nacional (RCN), afirmou na quarta-feira, 5, que a mobilização de tropas venezuelanas na fronteira com a Colômbia seria para proteger que o Exército colombiano não ameaçasse o número 1 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda, mais conhecido como Tirofijo. Ele estaria refugiado em território venezuelano e muitos doente.
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No domingo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, já havia ordenado o envio de dez batalhões, equivalente a oito mil soldados, à fronteira de mais de 2,5 mil km de extensão para conter uma "agressão". Manuel Marulanda estaria em um sítio na região no Departamento de Barinas, onde nasceu o líder venezuelano.
A crise diplomática sem precedentes na região andina, envolvendo a Equador, Colômbia e Venezuela, teve início depois que helicópteros colombianos invadiram o território equatoriano para realizar um ataque contra membros das Farc.
A rádio RCN também informou, citando uma fonte da inteligência, que uma ligação telefônica do presidente venezuelano, Hugo Chávez, a Raúl Reyes, o número 2 das Farc, morto no último sábado, teria permitido a localização do rebelde e o bombardeio que o matou, segundo "relatórios da inteligência" colombiana citados pela Rádio Cadena Nacional (RCN), uma das mais respeitadas da Colômbia.
A ligação telefônica foi feita em 27 de fevereiro, dia em que as Farc libertaram quatro de seus reféns - os colombianos Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Géchem. "Emocionado pela libertação dos seqüestrados, Chávez ligou para Reyes para informar-lhe que tudo tinha ocorrido bem", noticiou a RCN, citando "fontes militares colombianas de alto escalão". Os serviços de inteligência rastrearam a ligação e descobriram que Reyes estava em território colombiano, perto da fronteira com o Equador.
O bombardeio ocorreu na madrugada de sábado, depois que o líder rebelde e seu grupo cruzaram a fronteira equatoriana. "É uma ironia que um telefonema de Chávez nos tenha permitido matar Reyes", disse uma fonte da inteligência.
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