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Vitórias do Tea Party nos EUA apontam desequilíbrio entre republicanos

Em primárias, candidatos do grupo que surgiu no ano passado derrotaram polítcos experientes

15 de setembro de 2010 | 5h 30

WASHINGTON - O movimento conservador Tea Party, do Partido Republicano, garantiu várias vitórias sobre tradicionais membros desse grupo político nas primárias das eleições parlamentares que acontecem em 2 de novembro nos EUA.

Christine comemora vitória sobre tradicional candidato republicano para concorrer a vaga no Senado - Tim Shaffer/Reuters
Tim Shaffer/Reuters
Christine comemora vitória sobre tradicional candidato republicano para concorrer a vaga no Senado

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O Tea Party surgiu no ano passado, na forma de grupos locais e comunidades na internet em várias partes do país. O movimento ganhou notoriedade quando seus integrantes organizaram protestos em massa contra a reforma do sistema de saúde proposta pelo governo do presidente Barack Obama.

Agora, candidatos apoiados pelo movimento venceram as primárias e vão concorrer a vagas no Congresso e cargos de governador. Os adeptos do Tea Party derrotaram republicanos com anos de carreira política e que contavam com o apoio do partido.

Em Delaware, por exemplo, a candidata Christine O'Donnell derrotou o congressista Mike Castle pela indicação republicana ao Senado. Ela contou com o apoio de Sarah Palin, ex-governadora do Alasca que foi candidata à vice-presidência pelo Partido Republicano em 2008.

O'Donnell vai agora competir com o democrata Chris Coons pela vaga no Senado que antes era ocupada pelo vice-presidente Joe Biden. Antes da divulgação dos resultados das primárias, o Partido Republicano havia alertado que não financiaria a campanha da candidata caso ela vencesse. 

Outro candidato do Tea Party, Carl Paladino, também conseguiu a indicação para concorrer ao cargo de governador de Nova York, derrotando o candidato escolhido pelo partido, Rick Lazio.

Termômetro

As primárias que acontecem em sete Estados americanos e na capital, Washington, são vistas como um indicador do clima dentro dos partidos.

Os republicanos esperam se beneficiar da insatisfação da população com a situação econômica do país para ganhar a maioria no Congresso em novembro, mas analistas dizem que o Tea Party está desequilibrando o Partido Republicano e já teve um efeito considerável na escolha dos candidatos apoiados pelo partido para as primárias.

Segundo os especialistas, o crescimento do Tea Party pode até impedir que os republicanos alcancem a maioria no Senado, já que O'Donnell teria poucas chances de derrotar o candidato democrata em Delaware no pleito de novembro.

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