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Wikileaks diz que documentos denunciam crimes de guerra no Afeganistão

Fundador do site defende confiabilidade de material vazado em jornais sobre o conflito

26 de julho de 2010 | 11h 10
Efe e Ruters

LONDRES - O fundador da organização Wikileaks, Julian Assange, disse nesta segunda-feira, 26, que os milhares de documentos militares publicados no domingo em seu site que revelam importantes dados sobre a guerra no Afeganistão têm evidências de que crimes de guerra foram cometidos pelas tropas internacionais no país. Ele ainda defendeu a confiabilidade do material.

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Assange disse que os relatórios secretos denunciam uma série de crime de guerra cometidos pelas tropas internacionais, mas evitou fazer condenações. "Cabe à um tribunal decidir o que é crime ou não. Dito isso, parece que há evidências de crimes de guerra nesse material", disse, comparando a publicação de tais documentos à abertura de arquivos da polícia da Alemanha Oriental.

"Não temos nenhuma razão para duvidar da confiabilidade destes documentos", disse Assange em entrevista coletiva em Londres para falar sobre o vazamento de 90 mil documentos americanos, que oferecem uma nova visão sobre as operações no Afeganistão entre janeiro de 2004 e dezembro de 2009.

O material, publicado pelos jornais New York Times, The Guardian e Der Spiegel, revela detalhes minuciosos da guerra empreendida pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 2001 e consiste em um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história americana.

Os mais de 91 mil documentos secretos relacionados à guerra do Afeganistão revelam um grande crescimento da força da insurgência Taleban, novos detalhes sobre mortes de civis, a existência de forças secretas especiais dedicadas a "caçar" dirigentes insurgentes e que as tropas do Paquistão estão ajudando os rebeldes no território afegão.

"Nunca publicamos informações que não estivessem confirmadas ou revisadas", disse Assange, que considerou que os comunicados de condenação dos governos dos EUA e do Reino Unido pela publicação destes documentos são a melhor prova de sua veracidade. Assange, que fundou o Wikileaks há três anos, disse que estas revelações "determinarão a maneira na qual entendemos como foram estes últimos anos de guerra e como tem que se mudar a maneira na qual se enfrenta o conflito".

O fundador de Wikileaks reconheceu que os relatórios divulgados não têm a consideração de "muito secreto", já que provêm de unidades regulares do Exército americano. "Essa não é a história autêntica deste material. O material autêntico é que a guerra é uma coisa maldita atrás da outra. O importante são os contínuos pequenos eventos, a contínua morte de crianças, de insurgentes e de forças aliadas", argumentou.

Assange insistiu nas operações da chamada Task Force 373, um "esquadrão da morte" das forças especiais americanas, encarregado de assassinar uma série de pessoas incluídas um uma lista cuja configuração era arbitrária. "Mataram pelo menos sete crianças e outros inocentes", denunciou o fundador do Wikileaks, que ressaltou também que algumas pessoas eram incluídas nessa lista "por recomendação de Governos locais ou outras autoridades com poucas provas e sem supervisão judicial".

Após as advertências de responsáveis políticos e militares de Londres de que o vazamento pode colocar em perigo às tropas britânicas no Afeganistão, Assange afirmou que "pelo que sabemos ninguém foi danificado pelo que publicamos". "Tentamos nos assegurar que este material não coloca ninguém em perigo. Todo o material tem mais de sete meses, por isso não pode ter consequências operacionais, embora possa ter consequências no terreno da investigação", disse.

Assange insistiu em que esta é "uma história jornalística" e que seguirá colaborando com os três jornais para divulgar os documentos. Até agora foram publicados 75 mil dos anos 90 mil documentos e o fundador do Wikileaks disse que os outros 15 mil sairão também à luz "quando a situação de segurança no Afeganistão permitir". "É preciso exercer o bom senso, o que não quer dizer fechar os olhos", acrescentou.






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