Nilton Fukuda/AE - 14/05/2007
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Zilda Arns e 11 militares brasileiros morrem em tremor no Haiti

Em nota, ministério da Defesa diz que membros da força de paz procuram sobreviventes do terremoto no país

José Maria Mayrink, de O Estado de S. Paulo,

13 Janeiro 2010 | 10h59

A médica Zilda Arns, fundadora da pastoral da Criança, e mais 11 militares brasileiros morreram no terremoto da terça-feira, 12, no Haiti.  Nove oficiais do Exército ficaram feridos e sete estão desaparecidos.

 

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Irmã do cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, Zilda estava no Haiti como parte de uma série de visitas a países da região e teria morrido após escombros caírem sobre ela enquanto caminhava na rua.

 

Ao saber na noticia, Dom Paulo Evaristo rezou a missa pelas vítimas do Haiti e afirmou que "ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou." 

 

O velório e enterro de Zilda ocorrerão em Curitiba, onde moram seus quatro filhos Heloisa, Nelson, Rogério e Rubens. Dom Paulo Evaristo já notificou que não poderá comparecer e que enviará Dom Pedro Stringhini, bispo de Franca, em seu lugar.

 

O governo do Estado do Paraná decretou luto oficial de três dias pela morte da missionária, que vivia em Curitiba há décadas.

 

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Médica pediatra e sanitarista, de 75 anos,  Zilda foi fundadora da Pastoral Da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. Presente em todos os estados do Brasil e em mais 20 países, a Pastoral da Criança tem mais de 240 mil voluntários capacitados atuando em 40.853 mil comunidades em 4.016 municípios. Acompanha quase 95 mil gestantes e mais de 1, 6 milhão de crianças pobres menores de seis anos.

 

Militares mortos

 

Segundo o Exército, os militares estavam fora da base principal no momento do terremoto, segundo o Comando do Exército. Os militares estavam no país desde agosto de 2009.

 

Os militares brasileiros que participam da Missão de Paz no Haiti atravessaram a madrugada desta quarta-feira, 13, segundo o Ministério da Defesa, tentando resgatar companheiros soterrados em desabamentos de edificações e no auxílio à população local e às autoridades do País. Uma dessas instalações, denominada "Ponto Forte 22", um sobrado de três andares, desabou completamente.

 

Informações sobre brasileiros 

 

O Itamaraty informou nesta quarta-feira, 13, em nota, que montou uma sala de crise que vai funcionar 24 horas por dia, sob a coordenação do embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama.

Informações referentes a cidadãos brasileiros no Haiti poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones: (061) 3411.8803/ 8805 / 8808 / 8817 / 9718 ou 8197.2284.

 

O comunicado confirma ainda que as instalações militares da ONU, sofreram danos. Mas não há ainda informações mais precisas sobre a situação das tropas brasileiras e demais cidadãos brasileiros a serviço da ONU.

 

Grupo da Unicamp

 

Um grupo de sete alunos e um professor da Unicamp que estavam no Haiti no momento do terremoto, nesta terça-feira, 12, passa bem e se prepara para ajudar a população, segundo informações iniciais da assessoria da universidade.

 

O grupo de seis alunos de graduação e uma aluna de mestrado, coordenados pelo professor Omar Ribeiro Thomaz, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, estavam no país desde o 31 de dezembro para uma pesquisa de campo no Haiti. 

 

Veja a lista de militares mortos no terremoto:

 

- 1º Tenente Bruno Ribeiro Mário

- 2º Sargento Davi Ramos de Lima 

- 2º Sargento Leonardo de Castro Carvalho

- Cabo Douglas Pedrotti Neckel

- Cabo Washington Luís de Souza Seraphin

- Soldado Tiago Anaya Detimermani  e

- Soldado Antonio José Anacleto, todos do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.

- Cabo Arí Dirceu Fernandes Júnior e

- Soldado Kléber da Silva Santos; ambos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em SANTOS-SP.

- Subtenente Raniel Batista de Camargos, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins-SP.

- Coronel Emílio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília-DF, da MINUSTAH.

 

 

 

Com informações de Maíra Teixeira e Solange Spligiatti, do estadao.com.br

 

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