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Eduardo Jorge teve dados fiscais violados dez vezes em Formiga, interior de Minas

Seis meses antes da série de quebra de sigilos de tucanos em SP, vice-presidente do PSDB teve IR consultado ilegalmente

04 de setembro de 2010 | 17h 06
Rui Nogueira e Renato Andrade, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Seis meses antes de começar a série de violações de sigilos fiscais de dirigentes tucanos e familiares em Mauá e Santo André, municípios de São Paulo, um analista tributário do interior de Minas Gerais acessou dez vezes, em um único dia, os dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

Documento mostra série de acessos ao IR de Eduardo Jorge; CPF é do vice-presidente do PSDB

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De acordo com levantamento feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), e obtido com exclusividade pelo Estado, os acessos foram feitos no dia 3 de abril de 2009, por um analista que trabalha na agência da Receita Federal em Formiga, 210 quilômetros de Belo Horizonte (MG).

O levantamento, feito a pedido da Corregedoria da Receita, responsável pelas investigações sobre as violações e vazamento de informações, mostra que o analista mineiro não foi a única pessoa no País que acessou os dados de Eduardo Jorge no primeiro semestre do ano passado.




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