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'Não faço questão de ser vice'

Deputado afirma que aliança com o PT na corrida sucessória não pode ser dada como fato consumado

07 de fevereiro de 2010 | 3h 54
Christiane Samarco

A nova Executiva Nacional do PMDB está totalmente fechada com a candidatura da ministra Dilma Rousseff, mas o presidente reeleito da legenda e presidente da Câmara, Michel Temer (SP), adverte que a aliança com o PT na corrida sucessória não pode ser dada como fato consumado. “Não faço questão de ser vice. Nem vice, para mim, é coisa de vida ou morte.” Reconduzido ao comando partidário, Temer tem mais a comemorar com o resultado da convenção nacional do que o Planalto, que investe tudo na parceria com o PMDB.

Apesar dos recursos à Justiça e protestos do grupo que se recusa a aceitar a aliança, não há contestação ao comando de Temer. Diferentemente do que ocorreu quando assumiu a presidência da Câmara, este ano ele não se licenciará do comando partidário, para estar à frente das negociações. “É pleito de todos que eu presida o partido”, adianta nesta entrevista ao Estado. Temer aposta que o prazo para a definição da aliança e do vice é abril. Como os petistas começam a discutir o programa de governo, vai logo avisando que seu partido não aceitará prato feito.

Fechada a aliança com o PT, o senhor faz questão de ser vice?

Absolutamente não. Não tenho nenhuma pretensão em relação a isso. Muitas vezes dizem que quero ser vice, e grifo a expressão quero, quando isso é fruto de uma conjuntura política do PMDB. Isso só vai se decidir lá no futuro, mas volto a dizer que não tenho pretensão como se fosse uma coisa de vida ou morte. Não é. Com a nova direção fechada com a candidatura Dilma, a aliança já é fato consumado para o PMDB?

A grande maioria do partido hoje pode optar por uma aliança dessa natureza. Mas nós, os membros da Executiva eleita agora, somos obrigados a atender a todas as tendências. Estamos no rumo da unidade quase absoluta, mas não podemos desprezar outras teses que serão discutidas. Reconheço que a tese predominante é a da aliança, dependendo ainda de uma série de circunstâncias. Uma das circunstâncias é a solução dos Estados em que há disputa entre PT e PMDB.

A aliança não é fato consumado?



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