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2012 é um dos 'anos mais sangrentos' para jornalistas, diz grupo

31 de dezembro de 2012 | 16h 42
Reuters

Um grande número de mortos em zonas de guerra como Síria e Somália tornou 2012 um dos anos mais sangrentos para jornalistas, com 121 mortos, afirmou a Federação Internacional de Jornalistas nesta segunda-feira.

O grupo, sediado em Bruxelas, disse que o número está acima dos 107 jornalistas e outros funcionários de empresas de mídia mortos em ataques planejados, explosões a bomba e incidentes com fogo cruzado em 2011.

As pesadas baixas foram resultado de um "fracasso sistemático de governos e da Organização das Nações Unidas de cumprir suas obrigações internacionais de proteger e fazer respeitar o direito básico do jornalista à vida", disse o grupo.

"O número de mortos de 2012 é outra acusação de governos que falam muito sobre a proteção de jornalistas, mas vêm falhando de forma consistente em parar a matança de jornalistas", disse o presidente do grupo, Jim Boumelha, em comunicado.

A Síria, onde se estima que mais de 45.000 pessoas tenham morrido em 21 meses de revolta contra o presidente Bashar al-Assad, ficou no primeiro lugar da lista de países mais perigosos para a mídia em 2012, com 35 jornalistas ou outros funcionários da área mortos.

O grupo disse que 18 jornalistas foram mortos em 2012 na Somália, onde tropas de manutenção da paz africanas estão lutando contra rebeldes islamistas ligados à Al Qaeda, transformando o país num campo de matança da mídia.

O crime organizado no México e os insurgentes no Paquistão foram culpados por 10 jornalistas mortos em cada um desses países durante o ano.

Cinco cada foram mortos no Iraque e nas Filipinas.

O grupo, que representa mais de 600.000 jornalistas em 134 países, disse que, em muitos casos, os jornalistas foram deliberadamente alvejados por causa de seu trabalho e com o objetivo de silenciá-los.

A Federação Internacional de Jornalistas afirmou que contava com um novo plano de ação da ONU sobre a segurança de jornalistas.

O plano inclui ajudar os países a esboçar leis que promovam a liberdade de expressão, campanhas de conscientização sobre as liberdades da mídia e as ameaças a jornalistas e orientações sobre como manter os jornalistas seguros.

Os números da federação sobre as mortes de jornalistas eram maiores do que o total relatado pelo grupo Repórteres Sem Fronteiras, sediado em Paris, em 19 de dezembro. Esse grupo disse que 88 jornalistas foram mortos fazendo seu trabalho em 2012, mais do que qualquer ano desde o início do monitoramento, há 17 anos.

(Reportagem de Adrian Croft)




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