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'A Polícia Federal e o Cade não se intimidarão', diz Cardozo

O ministro da Justiça adotou um tom mais duro ao afirmar, numa indireta dirigida aos tucanos, que pretende processar criminalmente e por danos morais aqueles que lhe dirigiram injúrias nesta semana

28 de novembro de 2013 | 17h 09
Andreza Matais - O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Em um discurso mais incisivo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quinta-feira, 28, que a Polícia Federal e o Cade "não se intimidarão" diante da tentativa de desviar o foco da investigação sobre a formação de cartel no sistema metroviário de São Paulo. E afirmou que vai processar criminalmente e por danos morais as pessoas que lhe dirigiram injúrias.

Ministro disse que exige respeito e tratamento digno - Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão
Ministro disse que exige respeito e tratamento digno

"Querem transformar a investigação do cartel em disputa política", disse Cardozo, em entrevista coletiva. "A Polícia Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) não se intimidarão. É evidente que, no Brasil, algumas pessoas pretendem desfocar uma investigação séria e rigorosa para uma polêmica eleitoral, uma disputa entre partidos, para saber quem agiu melhor, o partido A ou B. Querem uma cortina de fumaça", completou.

Segundo ele, a decisão de abrir processo tem por objetivo a uma proteção do cargo de ministro, que "exige respeito e tratamento digno". "Ofensas a honra jamais", disse o ministro. Segundo Cardozo, o chamaram de "sonso, membro de quadrilha, vigarista". "Estes serão processados".

Cardozo não deu nomes de quem irá processar, mas disse que, além dos que o ofenderam, também tomara a mesma medida contra os que entrarem com processo contra ele por calúnia. "Na política pode haver diferença. Desrespeito jamais", afirmou.

O ministro disse que esteve com a presidente Dilma Rousseff, que lhe deu liberdade quando ele disse que processaria os tucanos. "Ela me deu total liberdade para conduzir esse caso", afirmou.

No começo desta semana, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), pediu o afastamento de Cardozo do cargo de ministro da Justiça por ele ter repassado um relatório que cita propina para o chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Os tucanos afirmam que o ministro não poderia encaminhar um documento sem autenticidade, que ele teria recebido em casa e não oficialmente, à Polícia Federal. O relatório não é assinado, mas sua autoria é do ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer.

O PSDB também questiona a tradução do documento que, originalmente, teria sido redigido em inglês. Sobre essa questão, Cardozo disse que é um "baixo pretexto, um vil pretexto para se tentar criar uma cortina de fumaça".

O diretório do PSDB em São Paulo entrou nesta quinta com uma representação no Ministério Público para apurar a procedência do documento anexado ao inquérito da PF sobre a denúncia de formação de cartel.

Segundo o ministro, se fosse uma tradução errada, ele mandaria para a Polícia Federal do mesmo jeito. Cardozo apresentou, durante a coletiva uma apresentação em power point comparativo dos dois documentos - o em inglês e o em português. O objetivo é provar que não se trata de uma tradução.

O documento em inglês tem cinco páginas. A versão em português tem sete páginas. Apesar da negativa do ministro, um índice que acompanha os documentos diz que se trata de uma "tradução para o inglês".






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