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Abaixo-assinado contra Renan Calheiros reúne mais de 160 mil nomes

Grupo anticorrupção pede nome 'ficha limpa' para ocupar presidência do Senado

30 de janeiro de 2013 | 15h 18
Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

O abaixo-assinado contra a volta de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado ultrapassou a marca de 160 mil assinaturas na internet. Lançada na quinta-feira passada, a petição online pede que os parlamentares escolham um nome "ficha limpa" para ocupar o cargo. A eleição no Senado está marcada para esta sexta-feira, dia 1º de fevereiro.

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Estudante participa de ato que espalhou vassouras em frente ao Congresso - Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão
Estudante participa de ato que espalhou vassouras em frente ao Congresso

Segundo os movimentos anticorrupção que lançaram o documento, senadores que se opõem à candidatura de Renan se comprometeram a ler o abaixo-assinado no plenário da Casa se a petição conseguisse reunir os 100 mil nomes. Além do peemedebista, devem concorrer ao cargo os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Os mesmos grupos que estão coletando as assinaturas online, organizaram nesta quarta-feira, 30, um protesto em Brasília. Eles instalaram baldes e vassouras na frente do Congresso Nacional e pretendem fazer uma faxina simbólica lavando a rampa do Senado.

Denúncias. A candidatura de Renan deve ser oficializada nesta quinta-feira pelo PMDB, mas a sua volta à presidência do Senado está sendo marcada por uma série de polêmicas.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal acusando Renan de apresentar em 2007 notas fiscais frias relacionadas à venda de bois. O objetivo do senador era comprovar rendimentos que teriam sido utilizados para pagar pensão a uma filha que ele teve em um relacionamento fora do casamento, com a jornalista Monica Veloso. Na época, surgiu a suspeita de que a pensão teria sido custeada por um lobista. Por causa do episódio, Renan respondeu a processo de cassação e renunciou à presidência da Casa em dezembro daquele ano.

 




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