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'Aceito o desafio e paro com a política', diz Paulo Octávio

Vice de Arruda fala sobre a situação vivida no DF e diz que se aposenta após fim do mandato

12 de fevereiro de 2010 | 20h 42
Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo

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O senhor acha que vai conseguir manter a governabilidade nesse cenário?

Todos estão preocupados com o momento, o próprio presidente Lula tem preocupação com o momento. Temos uma reunião agendada para quarta-feira da próxima semana, onde vamos debater Brasília. Brasília é muito importante para o Brasil. O próprio presidente tem tido uma sintonia muito grande com a cidade. Como o presidente se atrasou nos eventos desta sexta-feira em Goiás, chegaria mais tarde, o presidente pediu então para marcar o encontro para quarta-feira. O encontro seria na base aérea, mas agora será formal.

Seu partido, o DEM, determinou que todos os filiados saíssem da administração Arruda. Agora o senhor assume o governo do Distrito Federal, com a mesma equipe de secretários e a mesma base aliada. O senhor já entrou em contato com dirigentes do DEM?

Falei com o presidente Rodrigo Maia. Pela manhã eu pedi licença da presidência do DEM no Distrito Federal, passo para o deputado Osório Adriano, no sentido de facilitar as coisas. Tenho de agir de forma suprapartidária, buscar o entendimento com outros partidos, abro mão da presidência da DEM, da minha candidatura, estou dando provas de sacrifício pessoal em busca da governabilidade. Entendo que o momento é grave, e a governabilidade de Brasília é mais importante que as minhas ambições políticas.

O senhor se arrepende de ter feito parte da mesma chapa de José Roberto Arruda?

(silêncio) Não me arrependo porque o governo chegou a ter 90% de aprovação em novembro do ano passado. O projeto de governo que foi feito em Brasília é sensacional, tanto é que todo o desenvolvimento da cidade, a quantidade de obras, a busca da legalização das terras públicas, o que foi feito de avanço na forma de administrar foi muito importante para a cidade. Entendo que está aí dada a contribuição.

O senhor acredita na inocência de Arruda?

(silêncio). A questão está na esfera judicial, o governador Arruda sempre foi determinado, um administrador competente, trabalhou muito, sou testemunha da dedicação dele. Quanto às questões da esfera judicial, confio na justiça brasileira, acredito que a justiça brasileira vai chegar a um fim a essas investigações e com certeza será honrado.

O presidente da OAB-DF disse que o senhor não tem condições jurídicas nem políticas para suceder a Arruda.

Olha, vivemos um momento político, logicamente eu sei que vou ter adversários neste momento, críticas, tenho de enfrentar. Posso facilmente abrir mão, poderia facilmente não assumir o governo, aí eu pergunto: como ficaria Brasília? Mesmo com as críticas que vou enfrentar, tenho minha consciência totalmente tranquila, qualquer fato que foi apontado contra mim foram de outras pessoas. Não posso ser responsabilidade pelos atos de outras pessoas.

O senhor teme uma intervenção no Distrito Federal?




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