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Acuado por denúncias, Paulo Octávio se desfilia do DEM

Decisão foi oficializada em carta entregue ao presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia

23 de fevereiro de 2010 | 15h 17
Sandra Manfrini, da Agência Estado

Acuado por suspeitas de envolvimento em um escândalo de corrupção, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, desfiliou-se na tarde desta terça-feira, 23, do Democratas, numa manobra que antecipa em 24 horas uma decisão que era dada como certa pela cúpula do partido.

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Segundo informação divulgada pela assessoria de imprensa de Paulo Octávio, a decisão foi oficializada em carta entregue ao presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), na liderança do partido na Câmara.

O vice-governador, que assumiu após a prisão do governador José Roberto Arruda, era presidente regional do DEM. No dia da prisão de Arruda, a Executiva Nacional do DEM ordenou que seus filiados abandonassem todos os postos ocupados no governo do DF. Paulo Octávio foi o único a permanecer no cargo.

O DEM tinha dado a quarta-feira, 24, como prazo para que o governador em exercício do DF tomasse sua decisão pela desfiliação do partido ou pela renúncia ao governo. Caso nenhuma das opções fosse tomada, havia consenso dentro do partido para a expulsão sumária do governador.

A Executiva Nacional DO DEM se reuniria na quarta-feira para debater a abertura do processo de expulsão. Segundo o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), tanto a expulsão de Paulo Octávio quanto a dissolução do diretório regional eram "pontos pacíficos" entre a cúpula partidária.

Paulo Octávio se desfiliou do DEM um dia após vir à tona duas investigações, anteriormente bloqueadas na Polícia Civil de Brasília e recém-assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Uma delas, batizada de Operação Tucunaré, apura um intrincado esquema de distribuição de dinheiro que envolve empresas de fachada sediadas em Brasília e tem como alvo o policial aposentado Marcelo Toledo, homem de confiança de Paulo Octávio.




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