Acuado por denúncias, Paulo Octávio se desfilia do DEM
Decisão foi oficializada em carta entregue ao presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia
Acuado por suspeitas de envolvimento em um escândalo de corrupção, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, desfiliou-se na tarde desta terça-feira, 23, do Democratas, numa manobra que antecipa em 24 horas uma decisão que era dada como certa pela cúpula do partido.
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Segundo informação divulgada pela assessoria de imprensa de Paulo Octávio, a decisão foi oficializada em carta entregue ao presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), na liderança do partido na Câmara.
O vice-governador, que assumiu após a prisão do governador José Roberto Arruda, era presidente regional do DEM. No dia da prisão de Arruda, a Executiva Nacional do DEM ordenou que seus filiados abandonassem todos os postos ocupados no governo do DF. Paulo Octávio foi o único a permanecer no cargo.
O DEM tinha dado a quarta-feira, 24, como prazo para que o governador em exercício do DF tomasse sua decisão pela desfiliação do partido ou pela renúncia ao governo. Caso nenhuma das opções fosse tomada, havia consenso dentro do partido para a expulsão sumária do governador.
A Executiva Nacional DO DEM se reuniria na quarta-feira para debater a abertura do processo de expulsão. Segundo o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), tanto a expulsão de Paulo Octávio quanto a dissolução do diretório regional eram "pontos pacíficos" entre a cúpula partidária.
Paulo Octávio se desfiliou do DEM um dia após vir à tona duas investigações, anteriormente bloqueadas na Polícia Civil de Brasília e recém-assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Uma delas, batizada de Operação Tucunaré, apura um intrincado esquema de distribuição de dinheiro que envolve empresas de fachada sediadas em Brasília e tem como alvo o policial aposentado Marcelo Toledo, homem de confiança de Paulo Octávio.
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