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Adversários articulam frente contra Haddad no PT

Decisão do grupo majoritário do PT em prol do ministro da Educação uniu pré-candidatos a prefeito de São Paulo e prévias ganharam força

20 de setembro de 2011 | 22h 40
Iuri Pitta, de O Estado de S.Paulo

Toda ação gera uma reação, dizem as leis da física e da política. A decisão da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), de apoiar a pré-candidatura do ministro Fernando Haddad (Educação) à Prefeitura de São Paulo fez os grupos dos demais postulantes à vaga não só reafirmarem a disposição de ir às prévias, em 27 de novembro, como de traçar cenários para alianças num eventual segundo turno da disputa interna.

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Nome forte no PT, Marta não quis comentar apoio a Haddad - Clayton de Souza/AE - 5/9/2011
Clayton de Souza/AE - 5/9/2011
Nome forte no PT, Marta não quis comentar apoio a Haddad

A CNB, da qual faz parte o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal defensor de Haddad, reforçou seus quadros nas últimas semanas e, com isso, acredita ser hoje a tendência mais forte dentro do PT. As outras duas correntes mais fortes - Novo Rumo, da qual faz parte o deputado Carlos Zarattini, e PT de Lutas e Massas, liderada pelo deputado Jilmar Tatto - perderam quadros, mas ainda somam mais da metade do diretório municipal. Fora isso, os militantes da senadora Marta Suplicy estão diluídos nas diversas tendências petistas - o que torna difícil mensurar o apoio à ex-prefeita, embora ela seja a mais ovacionada nas reuniões dos diretórios zonais.

Com esse cenário em vista, os adversários de Haddad afirmam que a realização de prévias está ainda mais provável e não tão favorável ao ministro. "Quem teria que ir já foi (para o grupo de apoio a Haddad)", disse Tatto. "Eu continuo trabalhando pela minha candidatura, conversando muito dentro do PT."

Retrospectiva. Defensores de Marta, Tatto e Zarattini lembram outras disputas internas do PT em que, apesar do apoio das lideranças nacionais a um candidato, a militância não seguiu essa orientação automaticamente. A história, acreditam, pode se repetir.

Em 2006, por exemplo, o hoje ministro Aloizio Mercadante era o favorito de Lula para concorrer ao governo do Estado e venceu as prévias contra Marta por menos de 5 mil votos, num universo de mais de 67 mil militantes. Na década anterior, na própria capital, a então petista Luiza Erundina venceu prévias também contra Mercadante, o favorito de Lula na época.

"Máquina (partidária) não resolve tudo. O militante precisa se reconhecer no candidato", afirmou Zarattini. "Vamos, todos os pré-candidatos, para o primeiro turno e discutir as composições no segundo."

A exemplo de terça-feira, 20, Marta Suplicy não quis comentar o apoio da CNB a Haddad. Mas parlamentares que apoiam a senadora avaliam que, com o favoritismo mostrado nas pesquisas de intenção de voto e o desenrolar dos debates nos diretórios zonais, a ex-prefeita tem chances reais de disputar o cargo pela quarta vez consecutiva. "Muitas águas vão passar debaixo desta ponte", tuitou na terça o deputado estadual João Antônio.




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