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Advogado de Dantas diz que prisão foi arquitetada por vingança

Além do empresário, foram anunciadas as prisões de Naji Nahas e Celso Pitta por desvio de verbas públicas

08 de julho de 2008 | 10h 03
Alessandra Saraiva, da Agência Estado

O advogado Nélio Machado, que defende o sócio do banco Opportunity, Daniel Dantas, criticou nesta terça-feira, 8, o anúncio da prisão de seu cliente em operação da Polícia Federal (PF) que investiga esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Na análise de Machado, a prisão teria sido arquitetada por "vingança", devido à associação do empresário a uma gestão política anterior na prefeitura de São Paulo. Juntamente com Dantas, foram anunciadas as prisões do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.   Veja também:  Os 40 do mensalão As ações da Polícia Federal no governo Lula PF prende Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta   "As investigações tiveram um foco pré-ordenado para atingir um empresário que por alguma razão poderia ter tido algum tipo de ligação com o governo anterior", disse. "É uma especulação, mas não posso deixar de tecer especulações, em um momento como esse", completou.   Em entrevista à Agência Estado, Machado comentou que notícias sobre a possibilidade de prisão de Dantas já haviam surgido na imprensa há cerca de três meses. Isso motivou o advogado a entrar com pedidos de habeas corpus para seu cliente, que já estariam prontos, mas que não foram julgados. "Por isso, meu cliente pode ser preso porque não houve juiz que julgasse os habeas corpus", disse, explicando que a falta de informações sobre as acusações que cercariam seu cliente impediram o julgamento do documento.   Para Machado, a prisão de Dantas "é um retrocesso" e uma medida equivalente a mecanismos judiciais encontrados "no tempo da inquisição, da Idade Média". Ele reclamou que o anúncio da prisão ocorreu sem nenhum tipo de interrogatório preliminar de Dantas sobre o assunto em questão. Na análise do advogado, a prisão de seu cliente "não tem explicação razoável ou plausível". O advogado deve seguir essa manhã ainda para a sede da Polícia Federal do Rio, para onde Dantas será encaminhado.




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