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Agentes da PF fazem 'algemaço' em ato por melhores condições de trabalho

Protestos realizados em Brasília, São Paulo e em outras 19 capitais, fazem parte de mobilização batizada de 'Dia do algemaço'; categoria prevê um dia de paralisação na próxima terça

07 de fevereiro de 2014 | 11h 17
Ampliado às 13h50 - Bernardo Caram - Agência Estado

Brasília - Agentes da Polícia Federal reuniram-se nesta sexta-feira, 7, em frente à Superintendência Regional do órgão para protestar por melhores condições de trabalho. O ato faz parte de uma mobilização nacional batizada de "Dia do algemaço". Está previsto também um dia de paralisação para a próxima terça-feira, 11.

Agentes da PF durante ao em frente à sede do órgão, em Brasília - André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão
Agentes da PF durante ao em frente à sede do órgão, em Brasília

Em 2012, a categoria rejeitou um aumento de 15,8% proposto pelo governo após 69 dias de greve. De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Jones Borges Leal, as reivindicações vão além da melhoria salarial. Segundo ele, os agentes também lutam por regulamentação da carreira, mais benefícios extra-salariais e aumento do efetivo policial.

Além da paralisação da próxima terça, outros dois dias de greve estão previstos para o final de fevereiro. Segundo Leal, o objetivo não é prejudicar a sociedade. Portanto, serviços considerados essenciais, como plantões, emissão de passaportes e vigilância de aeroportos vão continuar normalmente.

Integrantes da categoria falam em deterioração da Polícia Federal como forma de enfraquecer as operações de combate à corrupção. "A única polícia no Brasil que tinha condições de enfrentar uma corrupção pesada está sendo sucateada há oito anos pelo governo", disse o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal, Flávio Werneck.

Em São Paulo, o protesto reuniu cerca de 60 agentes em frente à superintendência da instituição na Lapa, zona oeste da capital. O ato começou por volta do meio-dia e durou pouco mais de 40 minutos. De acordo com Alexandre Santana Sally, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais do Departamento de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpolf-SP), o ato teve o objetivo de chamar a atenção do governo e mostrar o "engessamento da PF". "Hoje há um grau de insatisfação muito grande, não há reconhecimento do nosso trabalho", afirmou.

O ato de pendurar algemas, segundo o Sindpolf-SP, é alusivo ao "pendurar as chuteiras" dos jogadores de futebol, representando o cansaço e a desmotivação de agentes, escrivães e papiloscopistas da PF.

Decretaram também estado de greve os servidores dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.

Copa. Segundo Werneck, a falta de planejamento do Governo Federal fez com que a Polícia Federal ficasse fora das previsões de segurança da Copa do Mundo deste ano. "Nós não fomos convocados para a Copa, nós penduramos as nossas algemas", afirmou.

 





Tópicos: PF, Algemaço,

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