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Agnelo Queiroz vence disputa interna do PT no DF

Candidato era o apoiado pelo governo Lula; em outubro, ele terá Joaquim Roriz (PSC), ex-governador do DF, como principal adversário

21 de março de 2010 | 19h 48
Edna Simão, da Agência Estado

Em meio à crise que se alastrou na capital federal, o PT escolheu neste domingo o candidato que concorrerá ao governo do Distrito Federal nas eleições deste ano. Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte, venceu a disputa interna no partido com o deputado federal Geraldo Magela, que concorreu em 2002 ao governo do DF.

Queiroz conseguiu 4.656 votos, o equivalente a 56,21% dos votos válidos. Geraldo Magela teve 3.627, ou 43,79% dos votos válidos. A eleição teve ainda 88 votos nulos e 20 em branco. Ao todo, 8.391 pessoas votaram.


Queiroz era o candidato apoiado pelo governo Lula, pela direção do partido, pelos principais sindicatos do DF - como dos professores e vigilantes - e pelos deputados distritais petistas. Em outubro, ele terá como principal adversário Joaquim Roriz (PSC), ex-governador do DF e que já o venceu nas eleições de 2006 na disputa por uma vaga no Senado.


Depois de confirmada a vitória, Queiroz adotou o discurso de unidade e afirmou que, se eleito, fará uma limpeza na política do DF. "O partido precisa estar unido para derrotar a corrupção, passar a limpo nossa cidade, recuperar a autoestima. Vamos resgatar a imagem do DF", afirmou.


A estratégia de sua campanha já está definida. A partir de hoje, o candidato inicia uma romaria para compor alianças. Primeiro, Queiroz quer consolidar as alianças com partidos como PDT, PSB e PC do B para, em seguida, buscar parceria com a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Vencido, Magela declarou apoio à candidatura de Queiroz e reforçou o discurso da unidade. "A partir deste momento, faço um apelo, um pedido, um chamado para que todos que me apoiaram passem a apoiar o Agnelo", disse. Magela decidiu disputar as eleições internas no PT depois de descoberto o esquema de corrupção no Distrito Federal e que levou à prisão e depois à cassação do governador José Roberto Arruda, até então o favorito para as eleições deste ano. O novo cenário político levou o petista a quebrar um acordo interno, em torno da candidatura de Agnelo Queiroz, e a forçar a disputa interna na legenda.




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