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Aliada do PT, CUT cobra de Dilma 'agenda trabalhista'

A Central Única dos Trabalhadores acusa o Planalto de seguir uma agenda de interesse de empresários e não descarta paralisações e atos públicos em 2012 para pressionar o governo

08 de dezembro de 2011 | 16h 32
Daiene Cardoso, de O Estado de S.Paulo

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou nesta quinta-feira, 8, o governo e o Congresso Nacional por seguir uma agenda de interesses dos empresários e não defender os projetos favoráveis aos trabalhadores. Em reunião a portas fechadas nesta quinta, em São Paulo, com o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, a diretoria do sindicato reclamou da obstrução na discussão sobre a redução da jornada de trabalho e na ratificação de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). "Não podemos ficar presos à agenda do empresário", disse Artur Henrique, presidente da CUT.

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Até esta sexta-feira, os sindicalistas pretendem discutir estratégias para aumentar a pressão sobre o governo e o parlamento. "O governo quando quer aprovar a DRU (Desvinculação de Receitas da União) não faz pressão para aprovar? Quando o governo quer aprovar proposta que interessa ao governo não vai para cima? Estamos cobrando que o governo faça o mesmo", disse Henrique. Não estão descartadas paralisações e atos públicos em 2012. "Vamos discutir (nesses dias) mecanismos mais ousados de mobilização", contou Henrique.

A CUT faz campanha para que o Brasil regulamente as convenções 151 e 158 da OIT. A primeira normatiza as relações de trabalho na administração pública e a segunda veda a dispensa do trabalhador de forma imotivada. "O projeto da convenção 151 está na mesa da dona Gleisi Hoffmann", cobrou o sindicalista. "Falei sobre isso na primeira reunião que tive com ela", contou o dirigente, ao se referir ao encontro de agosto com a ministra-chefe da Casa Civil. "O governo foi pautado pelo mercado (financeiro)", acusou.

A principal central sindical do País acredita que há espaço na agenda para aprovar as medidas ainda no primeiro semestre de 2012, mesmo sendo ano eleitoral, quando os partidos se voltam para as campanhas eleitorais. O sindicalista, que encerrará seu mandato à frente da entidade no próximo ano, afirma que não pretende abandonar as bandeiras da central em 2012 para se candidatar à Prefeitura de Campinas, como se discute nos bastidores do PT. "Faz 12 anos que me mudei de Campinas para São Paulo. Estou fora da realidade da cidade", justificou.

O presidente da CUT também rejeitou as especulações sobre a possibilidade de algum dirigente ligado à entidade de ocupar o Ministério do Trabalho em substituição ao ex-ministro Carlos Lupi. "Todo ministro tem de ter uma atitude republicana. Somos contra o aparelhamento de qualquer ministério", afirmou.



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