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'Ameaça do PMDB é conversa de mafioso', diz líder do PSDB

Virgílio reage sobre sofrer possível representação do PMDB caso não recue na ofensiva contra José Sarney

29 de julho de 2009 | 14h 59
Andréia Sadi, do estadao.com.br

"É conversa de mafioso". Foi assim que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), reagiu quando questionado pelo estadao.com.br sobre a suposta ameaça do PMDB de entrar com uma representação contra ele no Conselho de Ética do Senado, caso o PSDB não volte atrás na ofensiva contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O partido defende que a licença do senador da presidência da Casa e entrou com três representações contra ele na última terça.

Na foto, Virgílio (d) conversa com líder do DEM - AE
AE
Na foto, Virgílio (d) conversa com líder do DEM

"Eu vejo como um dos fatos mais deploráveis da vida brasileira, se isso (ameaça) for verdade. Isso não é conversa de gente séria,  é coisa de mafioso. Veja bem, você vê um crime e não denuncia este crime, só denuncia se denunciarem um crime seu, isso é coisa de quê? De mafioso, é coisa de bandido. Eu denunciei, eu não tinha que fazer isso ou deixar de fazer aquilo. Essa tal de reciprocidade. Isso é coisa de gangue, como dividir Nova York em duas bandas. Eu não sou de gangue nenhuma", disse. Virgílio também é o autor de quatro denúncias ao Conselho de Ética para que Sarney seja investigado.

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A possível representação do PMDB contra o tucano seria baseada em reportagem da revista Isto É, publicada no final de junho, segundo a qual ele teria pegado US$ 10 mil emprestados, em 2003, do ex-diretor do Senado Agaciel Maia, quando teve problemas com seu cartão de crédito em uma viagem particular a Paris. "Isso é ridículo. Tem um nome mágico no Senado que é Agaciel Maia. Ninguém fala nesse cara. Eu ousei falar, no nome mágico, falam até em Sarney, com muito cuidado, mas falam".

Virgílio acredita que por ter se manifestado diversas vezes contra Sarney e as recentes denúncias que o envolvem virou alvo de ameaça, mas descarta "abrir concessões" aos aliados de José Sarney, como o líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Eles acham que com isso (ameaças e represálias) forçam uma negociação. Não tem conversa, eles têm toda razão de ter ódio de mim. Eu tive toda a chance de não mexer com eles, não é falar, é de puxar. O que eu fiz foi puxar todo esse novelo que está desbaratando esse império do Maranhão, de 44 anos, de mais de três décadas desses ministérios aí. Está desbaratando um império montado no Senado há 15 anos, de roubalheira, decência, falta de decoro. Ia esperar que eles mandassem flores para mim?", ironizou.




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