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Amorim: Permanência indefinida no Haiti daria 'falsa sensação de conforto'

Em entrevista à BBC Brasil, ministro, que acompanha Dilma em visita ao Haiti nesta quarta, falou também sobre a Comissão da Verdade.

01 de fevereiro de 2012 | 6h 45

A presença indefinida da missão liderada pelo Brasil no Haiti (Minustah) daria uma "falsa" sensação de conforto no país caribenho, disse o ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, em entrevista à BBC Brasil.

O ministro, que acompanha a presidente Dilma Rousseff em visita ao Haiti nesta quarta-feira, defende que a ONU não abandone o país - devastado por um terremoto em 2010 -, "mas progressivamente passe desse viés de segurança para um viés de desenvolvimento".

A partir de março, o Brasil deverá começar a retirar mais de 200 militares enviados à missão de paz da ONU no Haiti e reduzir paulatinamente o efetivo de 2,2 mil soldados brasileiros.

Amorim disse que a tarefa da Minustah, sob comando brasileiro, está sendo cumprida. Mas ele considera que já é hora de as tropas voltarem para casa.

Questionado também sobre a instalação da Comissão da Verdade no Brasil, para investigar abusos cometidos no país entre 1946 e 1988, o ministro disse que o governo não está preocupado com o mal-estar gerado pelos trabalhos entre integrantes das Forças Armadas.

"A verdade vai ser apurada corretamente. A verdade tem que ser descoberta", afirma.




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