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Analista que acessou IR de Eduardo Jorge diz que procurava homônimo

Gilberto Souza Amarante diz não ter aberto sigilo fiscal, e sim dados cadastrais de dirigente

06 de setembro de 2010 | 16h 04
João Paulo Bueno, especial para o Estado

O analista tributário Gilberto Souza Amarante, suspeito de acessar indevidamente o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, classificou como um engano o acesso ao dados do dirigente tucano. Em coletiva na tarde desta segunda-feira, 6, Amarante justificou o erro afirmando haver diversos homônimos com o nome Eduardo Jorge, e que o objetivo seria acessar os dados de outro contribuinte.

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"O acesso foi feito durante o horário de expediente, no atendimento. Há vários casos de homônimos com esse nome, Eduardo Jorge. A nossa base é nacional", disse. O analista, que trabalha para Receita Federal no interior de Minas Gerais, usou como álibi de suas intenções o fato de o acesso ter durado menos de um minuto. "O que é factível é que houve um homônimo e esse acesso durou apenas 41 segundos, conforme relatório a que vocês tiveram acesso", justificou.

Amarante procurou desmentir a versão de que foram feitos dez acessos aos dados de Eduardo Jorge. Na versão do analista, apenas um acesso, de 41 segundos, chegou a ser feito. Segundo ele, os dez registros identificados pelo relatório do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) obtido pelo Estado identificam as mudanças de páginas feitas em um único acesso. "É bom que fique claro. Não foram dez acessos, e sim um acesso só de 41 segundos."

Pressionado a explicar o porque do acesso ao cadastro de EJ, o analista afirmou não lembrar o que o motivou, e insistiu na versão de que fez a consulta como parte de um procedimento rotineiro.

O analista, que é filiado ao PT de Arcos, no interior de Minas, esquivou-se das suspeitas de que teria intenções políticos argumentando ter tido acesso apenas a dados cadastrais de EJ. "Foi acessado uma base cadastral. Não foi acessado nenhum tipo de dado fiscal", afirmou. O cadastro traria apenas informações como o nome e o telefone do contribuinte.

Segundo Amarante, o acesso aos dados cadastrais seriam para identificar se o dono do cadastro era a pessoa pela qual o analista estava procurando. "Há 17 anos eu faço este tipo de acesso dezenas de vezes por dia", afirmou.




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