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ANJ vai estimular jornais a aderirem à Declaração de Hamburgo

Segundo diretor-executivo, decisão coincide com a forma como a entidade tem se posicionado sobre o assunto

10 de novembro de 2009 | 16h 46
estadao.com.br

Um dia depois de aderir à Declaração de Hamburgo - que trata do reconhecimento dos direitos de propriedade intelectual em textos jornalísticos reproduzidos em sites na internet -, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) anunciou que vai estimular todos os 145 periódicos associados a se alinharem ao acordo - constituído durante a 65ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que será encerrada nesta terça-feira, 10, em Buenos Aires.

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Representante de cerca de 90% dos jornais do País, a ANJ vai orientar os filiados sobre os procedimentos para aderir ao movimento. O Grupo Estado aderiu à Declaração nesta segunda-feira, 9. No último fim de semana, os jornais 'Folha de S. Paulo' e 'O Globo' anunciaram a decisão de aderir.

De acordo com o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, a decisão coincide com a forma como a associação vem se posicionando nos últimos tempos. Sobre a questão do conteúdo, Pedreira disse que "os jornais consideram o livre trânsito das informações muito importante". Mas ressaltou que o uso do conteúdo por parte de indexadores - como o Google News - é o principal problema. "Em relação ao Google, o jornal que quiser pode pedir que tenha seu conteúdo retirado", afirmou.

Um dos assinantes, o bilionário da mídia Rupert Murdoch planeja remover os textos de seus jornais do Google para encorajar os usuários a pagar pelo conteúdo online. Em entrevista à Sky News australiana, ele disse que os jornais de seu império midiático - entre eles, o Sun, o Times e o Wall Street Journal - consideram bloquear completamente o serviço de buscas do Google, depois de implementarem planos para cobrar pelo acesso aos seus textos na rede. Nos últimos meses, Murdoch e seus principais executivos intensificaram a guerra contra o Google, acusando o gigante das buscas de "cleptomania" e de "parasitismo" por incluir conteúdo da News Corp. nas páginas do Google News.

Quando questionado por que os executivos da News Corp. não optaram por simplesmente remover suas páginas do índice de buscas do Google - uma operação técnica relativamente simples -, Murdoch disse que tal medida estava nos planos.




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