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Apesar de Fidel, capitalismo chega às ruas de Cuba

Capital estrangeiro levado por turistas cria mercado paralelo mais bem remunerado.

19 de janeiro de 2008 | 14h 05

O capitalismo chegou a Cuba. Levado na bagagem dos milhares de turistas que visitam o país todos os anos, ele pode ser visto em um passeio em Havana Vieja, a parte colonial da cidade, que está sendo rapidamente restaurada para atrair visitantes estrangeiros.

Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tivesse tido tempo de passear pelo local, teria notado uma paisagem bem diferente da que ele viu na cidade em 2003, em sua primeira visita à cidade como presidente - embora como ele mesmo disse, venha visitando Cuba desde 1985.

Neste período de pouco mais de quatro anos, a mudança é visível.

Andares térreos de prédios antigos foram restaurados e agora abrigam lojas de roupas, eletrodomésticos, artesanato e incontáveis cafés, restaurantes e bares.

Em 2003, havia farmácias antigas, e os prédios restaurados abrigavam apenas escritórios do governo e outras atividades menos vistosas.

Carrões e ônibus chineses

Os famosos carrões americanos dos anos 50 ainda rodam pelas ruas de Havana. Mas agora já dividem espaço nas ruas com carros novos europeus e ônibus chineses. A China, aliás, ganha cada vez mais espaço na ilha.




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