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Apesar de redução, Brasil mantém maior desigualdade entre Bric, diz OCDE

País foi o único do bloco a conseguir reduzir abismo entre pobres e ricos de 1993 e 2008.

05 de dezembro de 2011 | 8h 39

O Brasil foi o único entre os chamados Brics - grupo que inclui ainda Rússia, Índia, China e África do Sul - a reduzir o abismo entre ricos e pobres em 15 anos, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Enquanto o índice Gini, que mede a desigualdade de um país, caiu de 0,61 para 0,55 no Brasil entre 1993 e 2008, em todos os outros que são considerados as 'vedetes' dos emergentes esse índice passou para um valor mais alto. Quanto menor o índice Gini, melhor.

Além disso, no Brasil os 20% mais pobres viram sua renda crescer em média 6,6% ao ano na década de 2000, mais de três vezes mais rápido que a dos 20% mais ricos, de 1,8%. Isso representa uma aceleração de um processo que já havia começado nos anos 1990, afirmou o relatório.

Entretanto, observou a OCDE, o Gini do Brasil ainda é maior que em todos os principais emergentes, à exceção da África do Sul. É também o dobro da média dos ricos.

No país, os 10% mais ricos ganham nada menos que 50 vezes mais do que os 10% mais pobres, um dos maiores abismos do mundo, diz o relatório. Maior que emergentes como Chile, México e Turquia.

No Chile e no México, a diferença é de 25 vezes, mas segundo a OCDE está caindo. Na Turquia, a diferença é de 14 vezes - a mesma que nos EUA e em Israel.




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