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Após 10 anos, caso Ceci Cunha não tem nenhum punido

07 de dezembro de 2008 | 13h 03
AE - Agencia Estado

Há quase dez anos, em 16 de dezembro de 1998, um brutal assassinato chocou o País, e os acusados pelo Ministério Público Federal como autores permanecem impunes. Horas depois de ser diplomada deputada federal pelo PSDB de Alagoas, a médica Ceci Cunha foi morta a tiros por pistoleiros, ao lado do marido, Juvenal Cunha, do cunhado, Iran Carlos Maranhão, e de Ítala Maranhão, mãe de Iran.

Ela estava na casa do cunhado, no bairro Grota de Lourdes, em Maceió, onde comemoraria a eleição. Nas suas mãos ainda estava uma flor branca, que ganhara de uma eleitora. O vestido azul, com o qual havia recebido o diploma, ficou tinto de sangue. Sentada, Ceci foi atingida na nuca.

As investigações apontaram o então deputado Talvane Albuquerque (PTN), suplente de Ceci na Câmara, como mandante do crime. Na interpretação do Ministério Público, ele queria o cargo e a imunidade parlamentar que dele adviria. Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, assessores e seguranças de Albuquerque, foram apontados como executores.

Segundo a Polícia Federal, Mendonça Medeiros, um dos acusados, foi ao Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, onde houve a diplomação, para monitorar Ceci e orientar os encarregados da execução. As vítimas, com outros dois sobreviventes, estavam na varanda da casa quando três pistoleiros invadiram o imóvel e atiraram, sem dar chance de defesa. O processo permaneceu por sete anos na Justiça Estadual, até que esta se declarou incompetente, já que o caso envolvia uma deputada e um suplente, que chegou a ser empossado em março daquele ano.

Albuquerque foi cassado em abril de 1998, por 427 votos a 29. Em julho deste ano, no entanto, tornou-se secretário de Saúde de Craíbas, no interior de Alagoas. A nomeação causou fortes reações na imprensa alagoana. A prefeitura informou que há 15 dias ele deixou o cargo para se dedicar à administração dos hospitais Santa Maria e Teodora Albuquerque, de propriedade de sua família em Arapiraca, terra natal dele e da deputada assassinada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


  


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