Após críticas, tucano cobra Maria do Rosário sobre desocupação no DF
Na terça-feira, a Secretaria de Direitos Humanos divulgou nota apontando supostas violações aos direitos humanos na ação da polícia militar na área do Pinheirinho, em São José dos Campos
BRASÍLIA - O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), questionou nesta quarta-feira, 1º, a ministra da secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, sobre quais foram as providências tomadas pela pasta após a desocupação de uma fazenda no Distrito Federal. A ação do tucano é uma resposta aos ataques feitos pela secretaria à ação do governo de São Paulo e da prefeitura de São José dos Campos na invasão do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), onde 18 pessoas ficaram feridas e milhares desabrigadas. Enquanto São Paulo é governado pelo tucano Geraldo Alckmin, o DF é administrado pelo petista Agnelo Queiroz.
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O requerimento do líder tucano faz menção direta à nota pública divulgada pela equipe de Maria do Rosário em que se afirma a existência de "diversas violações aos direitos humanos" na desocupação do Pinheirinho. Entre as violações encontradas, descreve a nota da secretaria, estão "ausência de condições de higiene, saúde e alimentação adequada nos abrigos; superlotação nos alojamentos; negligência psicológica, falha na comunicação entre agentes do Poder Executivo local, entre si e com os desabrigados".
A desocupação sobre a qual Araújo quer informações foi realizada pelo governo do Distrito Federal no dia 27 de janeiro na Fazenda Sálvia, que fica entre Sobradinho e Paranoá, cidades satélites de Brasília. O deputado reproduz informações da imprensa local dando conta que 29 pessoas foram presas na operação e 450 casas derrubadas.
"Como se percebe, as pessoas do local foram tratadas como criminosos", afirma o tucano. Ele diz ainda haver "indícios claros da prática de violação aos direitos humanos" e negligencia da secretaria em acompanhar o que aconteceu no Distrito Federal.
A movimentação do tucano é um novo capítulo dentro da disputa política que envolve a desocupação do Pinheirinho. Representantes do governo federal criticaram a atuação da polícia, enquanto o governo paulista justificou ter cumprido uma decisão judicial.
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