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Após polêmica com gays, Requião fala de 'diversidade'

Governador disse na semana passada que câncer de mama em homens é consequência de passeatas gays

03 de novembro de 2009 | 14h 19
Evandro Fadel, da Agência Estado

Uma semana depois de causar polêmica com a declaração de que o câncer de mama em homens poderia ser consequência de passeatas gays, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), preferiu dedicar a reunião da Escola de Governo desta terça-feira, 3, às políticas públicas voltadas às minorias. No entanto, ele não perdeu a oportunidade de abordar o tema ao chamar secretário de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, para a apresentação.

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"Você notou como tem pouca gente no plenário hoje. Eu geralmente me enfureço com isso, mas o nosso (Carlos) Moreira (assessor de gabinete) acaba de me advertir: 'Requião, não se preocupe com essa ausência hoje, o pessoal não voltou da passeata do Rio de Janeiro e estão voltando de ônibus, não foram de avião. Não é que tenham ficado na praia, nem nada disso, estão participando todos de uma manifestação pela diversidade'", disse o governador, numa referência à 14ª Parada do Orgulho Gay, que aconteceu no domingo, 1º, na Praia de Copacabana.

No evento realizado no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tinha mandado um recado a Requião. "Preconceito faz mal à saúde, preconceito pode matar, o que cura o preconceito e a doença é a solidariedade", disse.

O governador paranaense comentou rapidamente as críticas, ao final da reunião. "Eu acho que ele deve ter se divertido, mas eu continuo com a posição de que nós precisamos é trabalhar a questão da diversidade nas escolas, nós precisamos trabalhar culturalmente, nós precisamos trabalhar isso dentro de um processo civilizatório brasileiro", retrucou.

Quase todo o tempo da Escola de Governo foi utilizado pelo secretário de Assuntos Estratégicos para falar sobre a criação de programas especiais para os quilombolas, negros, indígenas e comunidades LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). Ao salientar que elas são uma "aposta de evolução", ele não perdeu a oportunidade para mais uma ironia. "Muito provavelmente vocês não me verão dançando durante um desfile gay", disse.


  


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