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Após revisão do preço, Planalto teria decidido por caça francês

Redução de quase R$ 4 bi no custo das aeronaves teria garantido a decisão brasileira em favor do Rafale

04 de fevereiro de 2010 | 9h 07
estadao.com.br

O governo brasileiro já teria decidido pelo caça francês Rafale, depois que a fabricante Dassault aceitou reduzir o preço o final do pacote de 36 aviões que serão adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB). A informação, publicada na edição desta quinta-feira, 4, do jornal Folha de S. Paulo, foi negada pela assessoria do Ministério da Defesa, que indicou que a decisão final sobre a compra das aeronaves será anunciada somente após o Carnaval.

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Segundo o jornal, a Dassault teria aceitado rever o preço das aeronaves, reduzindo de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), depois de uma revisão concluída no último sábado, 30, quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, passou por Paris na volta de uma viagem a Israel.

A assessoria do Ministério da Defesa indicou, no entanto, que a decisão sobre a compra dos caças ainda não foi tomada. O ministro Jobim ainda não entregou seu relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual leva em consideração, além do preço, também os critérios de transferência de tecnologia e estratégia de defesa.

Segundo o Ministério, o relatório deve ser entregue a Lula nos próximos dias. A assessoria confirmou, no entanto, que o ministro esteve diversas vezes na França recentemente. A justificativa das viagens é a necessidade de acompanhar os diversos projetos ligados ao Ministério da Defesa que estão sendo desenvolvidos em parceria com o país.

Em nota publicada nesta quinta-feira, pela manhã, a FAB informou que o Comando da Aeronáutica não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o assunto.

Mais caro

Apesar da redução de preço concordada pela Dassault, que baixa em quase R$ 4 bilhões o custo da compra das aeronaves, o caça Rafale segue sendo mais caro do que os concorrentes, o norte-americano F-18 e do sueco Gripen, que custavam respectivamente US$ 5,7 bilhões e US$ 4,5 bilhões.

O presidente Lula já havia declarado sua preferência pela aeronave francesa, cuja compra se encaixaria em um projeto maior de defesa do governo, que envolve uma parceria estratégica com a França. O vazamento de um relatório confidencial de setembro de 2009 revelou a insatisfação da FAB, que teria ressaltado as desvantagens do preço e do custo da hora de voo do Rafale em relação aos concorrentes.

Texto atualizado às 10:58




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