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Apuração indica vitória de Dutra na presidência do PT

De acordo com resultados preliminares das eleições internas do partido, ex-senador será o sucessor de Berzoini

23 de novembro de 2009 | 20h 57
Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

O ex-senador José Eduardo Dutra é o novo presidente nacional do PT. Integrante da tendência Construindo um Novo Brasil, a mesma corrente do presidente Lula, Dutra foi eleito no primeiro turno, com voto dos filiados, na disputa interna que no domingo, 22, renovou a direção do PT, em todo País. O antigo Campo Majoritário, grupo que caiu em desgraça com a crise do mensalão, em 2005, saiu fortalecido do embate petista.

Em boletim divulgado às 18h41 desta segunda-feira, 23, com 40,95% dos votos apurados, Dutra já havia conquistado 54,7% das preferências. O porcentual correspondia a 110.358 votos. Embora a apuração ainda não tenha terminado, a vitória de Dutra - que já presidiu a Petrobrás e a BR Distribuidora - era dada como certa pela cúpula do PT. O deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), da chapa Mensagem ao Partido, ficou em segundo. Na noite desta segunda, o terceiro lugar ainda era disputado palmo a palmo entre os deputados Geraldo Magela e Iriny Lopes.

Apesar dos apelos de Lula por palanques unitários nos Estados, em defesa da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a disputa reforçou a tese da chapa própria em Minas e no Rio. "Não é o processo ideal, mas não haverá enquadramento", avisou Dutra, que só assumirá a candidatura em 10 de fevereiro, na festa de 30 anos do PT.

O ex-presidente da Petrobrás foi o escolhido pelos principais líderes petistas para liderar o partido ao longo do processo eleitoral de 2010. Lula declarou voto em Dutra, assim como o deputado cassado José Dirceu e a pré-candidata do partido à Presidência, Dilma Rousseff.

O PT votou para escolher um novo presidente nacional de olho nas eleições presidenciais do ano que vem. O eleito terá de unificar o partido em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a primeira eleição nacional da história da sigla sem o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas cédulas.

Os militantes também escolheram novos presidentes estaduais e municipais para a sigla. Os mandatos têm validade de dois anos.




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