Artigo sobre atitude de Lula na prisão é 'loucura', diz Carvalho
Em texto, César Benjamin escreveu que presidente tentou 'subjugar' jovem na prisão durante ditadura militar
O assessor da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que o governo não irá se pronunciar sobre o artigo assinado por César Benjamin, publicado na edição desta sexta-feira, 27, do jornal 'Folha de São Paulo' por se tratar de uma inverdade. "Não queremos comentar, não daremos a mínima importância". O artigo foi escrito por César Benjamin por causa do filme Lula, o Filho do Brasil, que conta a trajetória de Lula.
Ao ser questionado se o presidente pretende processar o autor do artigo, Carvalho respondeu que não. "Quando é coisa séria a gente reage, não vamos nos sujar com isso". Para o assessor, as afirmações do texto são "uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia". Carvalho relatou que Lula ficou triste com o texto e classificou como "loucura" as afirmações feitas por César Benjamin.
No texto, Benjamin descreveu sua experiência durante o período em que foi preso político na ditadura, inclusive um episódio em que sofreu uma ameaça não consumada de abuso sexual. Em seguida, menciona uma conversa com Lula durante um encontro na campanha de 1994: "Lula puxou conversa: 'Você esteve preso, não é Cesinha?' 'Estive.' 'Quanto tempo?' 'Alguns anos...', desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: 'Eu não aguentaria. Não vivo sem b...'. Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de 'menino do MEP', em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do 'menino', que frustrara a investida com cotoveladas e socos."
O publicitário Paulo Tarso, que é citado no artigo como um dos particpantes do almoço, confirmou por meio de nota nesta sexta-feira, 27, que o encontro realmente aconteceu, mas que não se lembra da presença de Cesar Benjamin, autor do texto. No informe, Tarso relembrou o nome do publicitário americano que conheceu Lula na ocasião: trata-se de Erick Ekwall. Na nota divulgada nesta sexta, Paulo Tarso reafirma que "sequer se lembra da presença de Benjamin, que de fato trabalhou conosco na campanha", e que "não entende a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou". Termina dizendo que não concorda com um "ataque à figura do Presidente da República, representante máximo das instituições democráticas".
Com informações da Agência Brasil
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