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Mensalao

Azeredo deve ter direito à defesa que PT não teve, diz Rui Falcão

Ao comentar pedido de prisão de deputado tucano no escândalo conhecido como mensalão mineiro, presidente nacional do PT afirmou que não defenderia 'política de revanche'

08 de fevereiro de 2014 | 11h 48
Gustavo Porto e Ricardo Galhardo

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou neste sábado, 8, que o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) deve ter direito a "uma ampla defesa" no processo conhecido como o mensalão mineiro. Indiretamente, Falcão criticou o julgamento e a condenação de petistas no mensalão, mas disse não defender "nenhuma política de revanche".

"Azeredo deve ter direito a uma ampla defesa, como os nossos não tiveram. E, se realmente as acusações se confirmarem, deve haver punição", afirmou Rui Falcão, em Ribeirão Preto para o lançamento da "Caravana Horizonte Paulista", evento que antecede a campanha do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo paulista.

Nessa sexta, 7, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, que o Azeredo seja condenado a uma pena de 22 anos de prisão. Segundo a acusação, o tucano se associou a um grupo do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para desvio de verbas e arrecadação ilegal de dinheiro em favor de sua campanha à reeleição ao governo de Minas em 1998.

"Chegou a hora de esse processo, que estava parado há muitos anos, gerando inclusive prescrição, ter uma conclusão", disse Falcão, em referência ao ex-ministro Walfrido Mares Guia, também denunciado no processo, mas que, ao completar 70 anos, ficou livre de qualquer punição.

Sobre o tempo de prisão pedido por Janot a Azeredo, o presidente do PT disse não saber "medir pena" e afirmou, ainda, não defender "nenhuma política de revanche". "Quero que ele tenha um julgamento justo."






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