Azeredo diz que ministro do STF o acusa usando 'recibo falso'
'É inacreditável que o ministro traga isso como prova', declarou o senador, durante rápida entrevista coletiva
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado pela Procuradoria-Geral da República de envolvimento no chamado "valerioduto" mineiro - com suposto desvio de recursos de empresas estatais - e de lavagem de dinheiro, afirmou nesta quinta-feira que o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu no processo "um recibo falso", no valor de R$ 4,5 milhões. Azeredo afirmou também que não autorizou nenhum dos patrocínios mencionados na denúncia contra ele.
Veja também:
Relator do STF pede abertura de processo contra Azeredo
Defesa diz que Azeredo não participou de irregularidades
Julgamento do PT vai ficar para 2011
Acusado de ser operador, Valério evita entrevistas
Em relação à acusação de desvio de dinheiro, Barbosa votou, na última quinta-feira, pela abertura de processo contra Azeredo por peculato. O ministro-relator conclui nesta quinta-feira a apresentação de seu voto e se pronuncia sobre a denúncia do senador por lavagem de dinheiro. O suposto desvio de recursos, em 1998, teria servido para financiar a campanha em que Azeredo tentou se reeleger governador de Minas Gerais.
"Esse recibo nunca foi assinado por mim. É um recibo falso, com erros grosseiros. É inacreditável que o ministro traga isso como prova", declarou Azeredo, em rápida entrevista coletiva, na Comissão de Relações Exteriores do Senado. O recibo cuja assinatura é atribuída a Azeredo, que teria recebido R$ 4,5 milhões, é da SMPB e da DNA Propaganda, empresas do publicitário Marcos Valério, acusado de ser o principal fornecedor de recursos para outro esquema de corrupção: o chamado mensalão, no governo Lula. O valerioduto mineiro teria sido um esquema de tomada de empréstimos bancários para serem pagos com recursos desviados de estatais.
O senador do PSDB, que não permitiu muitas perguntas durante a entrevista, disse que, no início de 2007, entrou com uma ação na Polícia Civil de Minas Gerais contra Antonio Nilton Monteiro, o qual, segundo Azeredo, é um lobista ligado ao PT que teria forjado o recibo. Barbosa afirma que existem documentos, laudos e depoimentos que comprovam as denúncias.
O parlamentar disse ainda que somente no ano passado ficou sabendo de um patrocínio do BMGE para o evento esportivo "Iron Bike", realizado em Minas Gerais. O tucano alegou ainda que existem apenas duas ligações suas para publicitário Marcos Valério em cinco anos, e isso demonstraria que não mantinha relações estreitas com ele. Evitou mencionar os assuntos dos dois telefonemas.
Azeredo afirmou que considera "estranha" a postura adotada em relação ao seu caso pelo do STF, uma vez que o mesmo tribunal não incluiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os acusados no caso do mensalão e aceitou a alegação do presidente de que não tinha conhecimento do esquema.
Antes da entrevista, ao mencionar, na Comissão de Relações Exteriores, as acusações que tramitam contra ele no STF, Azeredo recebeu a solidariedade dos senadores presentes, inclusive do petista Eduardo Suplicy (SP). O senador do PSDB afirmou que, seja qual for a decisão do STF, na sessão de hoje, vai acatá-la.
Notícias relacionadas:
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Rota invade suposta reunião do PCC e ação ...
- 03 Marconi Perillo se antecipa à CPI do ...
- 04 Mercado financeiro prevê PIB abaixo de 3% em ...
- 05 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 06 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 07 Governo já discute redução de superávit ...
- 08 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados










