Banrisul estuda ação indenizatória contra União e diz que divulgação foi 'espalhafatosa'
O advogado contratado pelo banco afirmou que a medida será tomada devido ao 'caráter espalhafatoso da divulgação da operação' feita pela PF
PORTO ALEGRE - O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) estuda a possibilidade de uma ação indenizatória contra a União pelos prejuízos causados pela forma com que a Polícia Federal (PF) divulgou os dados da Operação Mercari. A informação é do advogado contratado para representar o banco, Fábio Medina Osório, o mesmo que defende a governador Yeda Crusius (PSDB) das acusações no caso do DETRAN/RS em tramitação na Justiça Federal desde 2009. Segundo ele, não será questionado o mérito da investigação, "mas o caráter espalhafatoso da divulgação da operação e além dos prejuízos a instituição temos um processo eleitoral em curso".
Medina Osório orientou a direção do banco a contratar uma consultoria externa para produzir um laudo que aponte potenciais prejuízos decorrentes da divulgação da Mercari. Explicou que a ação é contra a União, mas esta poderá chamar as pessoas físicas responsáveis, no caso do superintendente da PF, delegado Ildo Gasparetto.
Além disso, a direção do Banrisul iniciou nesta segunda-feira, 6, uma auditoria interna na Superintendência de Marketing e nomeou um funcionário de carreira como superintendente interino, Ildo Musskopf que administrará o setor acompanhado diretamente pelo presidente do banco Mateus Bandeira.
Desde a sexta-feira todas as ações de marketing do banco estatal gaúcho estão suspensas. Todos os pagamentos do setor também foram suspensos bem como a participação em feiras e eventos. Na próxima quinta-feira, 8, haverá uma reunião do Conselho de administração do Banco para avaliar a situação. As ações do banco estavam sendo comercializadas a R$ 15,90 nas Bovespa, com uma baixa de 1,66% em relação à sexta-feira passada quando foram comercializadas a R$16,40.
Os quatro suspeitos do desvio de R$ 10 milhões prestaram depoimento nesta segunda-feira. No entanto o advogado Auri Lopes Junior, que defende o diretor da DCS, Armando D'Eliza Neto o orientou a falar somente em juízo. Ele, juntamente com seu colega José Paganella Bosque, que defende o sócio da SLM, Gilson Storck, aguardavam decisão sobre os pedidos de liberdade provisória feitos na sexta-feira.
Walney Fehlberg e Davi Antunes de Oliveira também foram ouvidos em sigilo.
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