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Barbosa contesta acusação de Azeredo sobre uso de prova falsa

Segundo senador tucano, ministro do STF usou 'recibo falso' no parecer em que acata denúncia contra ele

05 de novembro de 2009 | 18h 14
Mariângela Gallucci, da Agência Estado

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou nesta quinta-feira, 5, a acusação do senador Eduardo Azevedo (PSDB-MG), de que teria usado uma prova falsa no voto favorável à abertura de um processo criminal contra o parlamentar por peculato. Em entrevista concedida mais cedo nesta quinta-feira, Azeredo disse que é falso o recibo que comprovaria o recebimento de R$ 4,5 milhões do empresário Marcos Valério.


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"O que eu tinha a falar sobre isso eu já disse ontem (quarta). Não há uma única palavra na defesa do acusado sobre esse recibo de R$ 4,5 milhões. Esse recibo consta da denúncia e a defesa silenciou-se completamente sobre ele", disse o ministro, durante o intervalo da sessão de julgamento.

Cerca de uma hora depois, durante o julgamento, Barbosa voltou a falar do assunto. Ele disse que há um recibo assinado, com data de 13 de outubro de 1998, em que o acusado afirma ter recebido das empresas SMP&B e DNA, de Marcos Valério, o valor de R$ 4,5 milhões.

"A defesa do acusado silenciou-se completamente sobre esse documento", frisou o ministro. Na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, também há uma referência expressa ao recibo de R$ 4,5 milhões.

O STF analisa desde a quarta-feira a denúncia do Ministério Público Federal contra Azeredo. O Ministério Público quer que o STF determine a abertura de uma ação penal contra Azeredo por crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O julgamento foi interrompido no final da tarde de quarta e retomado na tarde desta quinta-feira, 6. Até agora, apenas o relator, Joaquim Barbosa, leu o seu voto. Ele ainda não concluiu a leitura. Os outros 10 ministros ainda não se manifestaram.


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