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Belém deve decidir plebiscito sobre divisão do Pará

Com a maior parte dos paraenses vivendo na capital, sonho de Carajás e Tapajós pode evaporar.

10 de dezembro de 2011 | 7h 09

Convocado por forças políticas que reclamam do isolamento no interior do Pará, o plebiscito que no domingo pode criar duas novas unidades federativas no Brasil deve ser decidido pelo principal centro do Estado - Belém.

A capital é justamente a região que os moradores das áreas de Carajás e Tapajós acusam de concentrar os recursos do Estado, em detrimento do distante interior amazônico.

A princípio, apenas os eleitores das áreas que pleiteiam a emancipação votariam no plebiscito, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal acabou estendendo a consulta a todo o Pará, dificultando a concretização de um projeto que no caso de Tapajós já se arrasta por mais de um século.

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra que 65% da totalidade dos eleitores paraenses são contrários à criação de Carajás e 64% contra Tapajós. O percentual de rejeição cresceu em relação às duas pesquisas anteriores.

Na pesquisa do dia 25 de novembro, mais detalhada, na área que restaria ao Pará, já chamada de "Parazinho", reduto de Belém e da maioria da população estadual, apenas 9% da população eram a favor da criação de Carajás e 8% favoráveis a Tapajós.

Os resultados se mostraram inversos aos das regiões que formariam as novas unidades federativas. Em Carajás, 78% apoiavam o próprio desmembramento, e em Tapajós eram 74%.




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