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Bernardo admite que cortes podem atingir projetos do PAC

Segundo o ministro do Planejamento, PAC é prioridade, mas há possibilidade de remanejamento de recursos

09 de janeiro de 2008 | 10h 09

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu nesta quarta-feira, 9, que os cortes de R$ 20 bilhões no Orçamento - uma das medidas para compensar o fim da CPMF - podem atingir os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

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Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Bernardo, que está à frente da engenharia dos cortes, avaliou a situação: "Consideramos o PAC uma prioridade desde o seu lançamento. Racionalmente, não pretendemos fazer corte no PAC. Mas é possível que, no andamento da execução dos projetos, perceba-se que é preciso fazer um remanejamento", afirmou.

 

Desde o anúncio das medidas para compensar a CPMF, os membros do governo têm insistido que os programas sociais e o PAC não seriam afetados pelos cortes no Orçamento. A declaração de Bernardo é a primeira a admitir uma alteração nos investimentos do programa.

 

O especialistas em contas públicas, Raul Velloso, porém, afirmou na ocasião que o "coração do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi atingido" com o fim da arrecadação da CPMF e que o pacote fiscal deve afetar em grande parte os investimentos oficiais em infra-estrutura.




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