Bernardo propõe corte de emendas de bancadas ao Orçamento
Segundo a proposta, os R$ 12 bilhões das emendas coletivas seriam usados para cobrir parte do rombo da CPMF
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, propôs à Comissão Mista de Orçamento o corte de todas as emendas de bancada à proposta orçamentária de 2008, na tentativa de adaptar os números do Orçamento à perda de R$ 40 bilhões de receita, com a derrubada da CPMF. "A idéia é manter todas as emendas individuais e acabar as coletivas", resumiu o ministro. Neste caso, os R$ 12 bilhões previstos pelo próprio governo para bancar as emendas coletivas entrariam como parte do esforço para corrigir o rombo do fim da CPMF.
Veja também:
CPMF: da origem ao fim
Governo cogita recuperar 'meia CPMF' cortando emendas parlamentares
Veja as medidas para compensar fim da CPMF
Senado derruba CPMF. Dê sua opinião
A sugestão foi feita diretamente ao relator do Orçamento na Comissão, deputado José Pimentel (PT-PE) que, segundo o ministro, recebeu a idéia com tranqüilidade. Como as emendas individuais dos deputados e senadores, que somam cerca de R$ 5 bilhões, seriam preservadas, o governo terá de fazer outros cortes e remanejamentos de recursos para repor os R$ 22 bilhões que a Saúde perdeu com o fim da CPMF. "Isto, fora os recursos do PAC da Saúde", destacou Paulo Bernardo.
Ele lembra que, quando o governo falou em retirar da Comissão a proposta de Orçamento de 2008, deputados e senadores "se pintaram para a guerra". Diante da recusa, os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), chegaram a se reunir na quinta-feira com o relator e o presidente da Comissão de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB).
A decisão dos parlamentares foi tomar como responsabilidade do Congresso sugerir os cortes e adaptar o Orçamento à nova realidade, marcando a votação para fevereiro. Ontem, no entanto, o Planejamento foi surpreendido por um movimento de governistas para antecipar o exame da proposta para a próxima quarta-feira.
Até vice-líderes do governo, como os deputados Ricardo Barros (PP-PR) e Valter Pinheiro (PT-BA), passaram a defender a votação na semana que vem, mantendo os recursos da CPMF com o argumento de que se trata de uma fonte condicionada de recursos que pode ser substituída depois. Mas o Planejamento discorda desta interpretação e vai insistir nos cortes.
Notícias relacionadas:
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 02 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 03 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 04 Presidente do PT critica privatizações ...
- 05 Para Marta, aliança entre Haddad e Kassab em ...
- 06 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
- 07 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 08 Retrospectiva 2011: Terremoto e tsunami matam ...
- 09 Japão mobiliza 900 soldados para ...
- 10 Irã bloqueia acesso ao Google e a outras ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados










