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Brasil condena violação de território e quer comissão da OEA

Amorim diz que Colômbia deveria pedir desculpas ao Equador de forma mais explícita.

03 de março de 2008 | 20h 20

O governo brasileiro condenou a violação do território equatoriano pela Colômbia e defendeu um novo pedido de desculpas da Colômbia e a solução do conflito entre os dois países com a intermediação da Organização dos Estados Americanos (OEA), que faz uma reunião extraordinária para discutir o assunto nesta terça-feira, em Washington.

"Qualquer violação da integridade territorial é grave e deve ser condenada", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, numa concorrida entrevista coletiva no Itamaraty. Ele disse que há circunstâncias que podem atenuar este fato, mas que nestes casos o ônus da prova cabe a quem praticou a violação, e não quis dar exemplos de casos como este.

Amorim disse que o Equador "merece um pedido de desculpas mais explícito" do que aquele feito neste domingo pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que pediu desculpas ao país vizinho mas justificou a incursão militar com a necessidade de combater o territorismo, ao atacar um grupo de guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

"Um pedido não qualificado ajudaria, talvez, a baixar a temperatura da crise", afirmou Amorim, que disse ter passado os últimos dois dias empenhado em conversar com os dois lados e com outros países da região para ajudar a resolver o problema.

"O problema é grave e não vai se resolver de imediato", disse.

Os dois países concordam que houve invasão do território equatoriano por tropas colombianas, mas existem duas versões diferentes para os motivos. A Colômbia argumenta que agiu em legítima defesa, após ataque das Farc, enquanto o governo do Equador diz que a Colômbia atacou primeiro.




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