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Brasil e França anunciam negociação de 36 caças de combate

Aeronaves GIE Rafale podem integrar Força Aérea; Paris, por sua vez, pretende adquirir 12 aviões brasileiros

07 de setembro de 2009 | 13h 10
Denise Chrispim Marin, de O Estado de S.Paulo

O Rafale, produzido pela Dassault - Reuters
Reuters
O Rafale, produzido pela Dassault

A declaração final do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, da França, nesta segunda-feira, 7, no Palácio da Alvorada, antecipa a provável decisão do governo brasileiro de adquirir 36 caças de combate Rafale, da empresa francesa Dassault, um negócio de R$ 12,6 bilhões.

"Levando em conta a amplitude das transferências de tecnologia propostas e das garantias oferecidas pela parte francesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão da parte brasileira de entrar em negociações com o GIE Rafale para a aquisição de 36 aviões de combate", diz comunicado divulgado após encontro dos dois presidentes.

Embora não anuncie a compra dos jatos, o documento confirma o que Lula já havia declarado à imprensa francesa, em entrevista veiculada no domingo, 6. O Brasíl ficará mesmo com os jatos Rafale, que concorriam com os aviões Gripen NG, da sueca Saab, e F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, na licitação FX-2, que tem por objetivo atualizar tecnologicamente a Força Aérea Brasileira.

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A negociação confirma a parceria estratégica entre Brasil e França, que deve ir além do acordo de compra de equipamentos militares. Nessa aliança, o Brasil de Lula vê a França como o amigo rico e preferido do Norte, disposto a chancelar a presença do País nos órgãos de governança global.

No documento, Lula e Sarkozy expressam a decisão de fazer do Brasil e da França parceiros estratégicos no campo aeronáutico.



Tópicos: Brasil, França

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