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Brasil não é ONG para se relacionar com dissidentes, diz assessor de Lula

Garcia defendeu omissão de Lula sobre presos políticos e criticou políticas dos EUA para Cuba

12 de março de 2010 | 19h 42

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta sexta-feira que "o governo brasileiro não é uma ONG" para se relacionar com os dissidentes do regime cubano.

As declarações foram feitas durante uma coletiva em São Paulo, como uma resposta a questionamentos sobre os motivos que levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a não abordar publicamente a questão dos direitos humanos durante sua visita a Cuba, no último dia 24 de fevereiro.

"Nós nos relacionamos com o governo de Cuba, com o governo da Colômbia... não nos relacionamos com dissidentes nem em Cuba nem em outros lugares", disse.

"O governo brasileiro não é uma ONG, encara a questão de maneira responsável, e essa forma de tratamento tem ônus e tem bônus".

"Comentário lateral"

Garcia ainda minimizou as declarações que o presidente Lula deu à agência de notícias Associated Press, quando afirmou que a greve de fome - forma de protesto tem sido utilizada por diversos dissidentes cubanos - "não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas".

Na mesma ocasião, Lula afirmou "respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter pessoas".




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