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Brasil pagará US$ 4,5 bi por 36 caças suecos e transferência de tecnologia

Objetivo é criar condições para que ao menos parte dos equipamentos seja produzida nacionalmente, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim

18 de dezembro de 2013 | 17h 51
Eduardo Rodrigues e Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

Atualizado às 06h55.

Defesa vai comprar 36 aeronaves a um custo de R$ 4,5 bi - Divulgação
Divulgação
Defesa vai comprar 36 aeronaves a um custo de R$ 4,5 bi

Brasília - Após um processo que durou duas décadas, o governo brasileiro anunciou ontem ter escolhido comprar os caças suecos Gripen NG para equipar a Força Aérea. Foram desclassificados o francês Rafale, da Dassault, e o americano F-18, da Boeing. O contrato prevê a compra dos 36 aeronaves por US$ 4,5 bilhões, com entrega até 2023.

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, afirmou que pretende "pechinchar ao máximo" para reduzir os custos para os cofres públicos.

A presidente Dilma Rousseff tinha se inclinado, há alguns meses, em favor do F-18 americano, mas mudou de ideia e fez uma retaliação monetária aos EUA por causa da espionagem do governo de Barack Obama.

De acordo com fonte graduada do Palácio do Planalto, a decisão pelas aeronaves F-18 E/F estava bastante avançada no meio deste ano e Dilma até poderia anunciar o acordo quando fosse aos EUA em visita de Estado, via que acabou cancelada.

Durante todo o ano de 2014 serão realizadas negociações entre o governo brasileiro e a Saab, empresa responsável pelo Gripen NG, e as primeiras unidades serão entregues 48 meses depois da assinatura do contrato, talvez no final de 2018. A Força Aérea diz que tentará antecipar o prazo de entrega. O primeiro desembolso do Brasil será após o recebimento da última a aeronave.

Saito comemorou ontem "o fim da novela". Os estudos para a compra dos caças começaram em 1992. O projeto para a escolha - chamado de FX - foi formatado em 1995 e adiado inúmeras vezes por restrições orçamentárias. Em janeiro de 2003, por exemplo, quando Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o Planalto, ele anunciou que estava congelando a compra para dar prioridade ao combate à fome.

Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, a escolha do Gripen foi feita depois de análises detalhadas dos três projetos pela Força Aérea Brasileira (FAB), levando em conta a performance do sueco, a transferência específica de tecnologia e o custo. Amorim disse que "não há temor" de que os EUA possam brecar o quesito transferência de tecnologia pelo fato de o Gripen ter componentes importantes norte-americanos como o motor. "A turbina não é tão sensível como outras partes", disse Amorim, ao explicar que o Brasil mantém também boas relações com os EUA e que aviões da Embraer possuem também peças daquele país.

Amorim, mesmo reconhecendo que "a tecnologia do Gripen não é só sueca", destacou ainda que uma das partes mais sensíveis da aeronave, que é "a abertura do código-fonte do sistema de armas", será feita integralmente no Brasil".

Transferência. "Aliviado" e "feliz" com a decisão, Amorim assegurou ainda que "transferência de tecnologia não é só promessa vaga". "Isso será acompanhado efetivamente". Segundo ele, "este aspecto continuará a merecer grande tenção do governo brasileiro".

Assegurou também que "o governo tem bastante segurança que existirá esta transferência de tecnologia, que não pode se basear em promessa, mas em realidade, com cláusulas, vigilância e capacitação do lado brasileiro". O comandante da Aeronáutica, por sua vez, informou que pelo menos 15 empresas participarão do projeto ao lado da Saab sueca. O fato de existir transferência de tecnologia não significa que todo o avião seja produzido no Brasil, embora o comandante Saito tenha informado que 80% de toda a estrutura será fabricada no País.

"Não há pretensão de fabricar todas as peças no Brasil. O importante é que a tecnologia de aviação seja transferida para que ela possa ser levada para a quinta geração de aeronaves", disse o ministro da Defesa. Amorim acrescentou que no caso da quinta geração de aviões "estamos abertas a outras parcerias", de outras empresas e outros países. O Gripen é um avião de quarta geração.

O ministro da Defesa reagiu ainda às críticas de que o Gripen NG é um avião que ainda está na planta e não existe. "O Gripen já existe sim, está voando e tem protótipo conceitual", disse Amorim. Nas versões A, BC e D o modelo já voa em países como Suécia, República Tcheca, Hungria, África do Sul, Tailândia e Reino Unido. O Gripen NG (de New Generation) é uma evolução tecnológica das suas últimas versões. Os caças vão substituir os franceses Mirage, cuja vida útil já terminou.






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