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Brasil quer vender calçados de luxo para a China

Depois de perder empregos no setor, Brasil agora quer entrar no mercado chinês.

04 de outubro de 2007 | 6h 00

Após perder empregos para a China e entrar com ações anti-dumping contra o gigante asiático na Organização Mundial de Comércio, a indústria calçadista brasileira muda de estratégia a agora tenta vender sapatos de luxo à emergente classe média chinesa.

Uma missão de empresários de pequeno e médio porte organizada pela Associação Brasileira das Indústrias Calçadistas, ABICalçados, visita a China nesta semana para desbravar o novo segmento na pauta de exportação brasileira.

"Chega de reclamar que perdemos empregos frente aos preços baixos da China. Agora nós vamos sair da passiva e ir ao ataque vendendo para eles", disse à BBC Brasil o consultor sênior da ABICalçados Ênio Klein.

Os sapatos a serem exportados deverão chegar às lojas chinesas com preço médio de US$150 (R$273). Os fabricantes justificam o preço alto dizendo que calçados são de couro com acabamento artesanal, e que serão transportados via aérea.

A rápida urbanização e a ascensão da emergente classe média alimentam as expectativas da aposta brasileira. O público alvo do produto será a mulher de classe-média de 25 a 45 anos que trabalha, possui celular e pensa em comprar um carro próprio.

Em 2010 haverá na China mais de 370 milhões de mulheres economicamente ativas na faixa dos 25 a 45 anos, segundo projeções da divisão de estatísticas das Nações Unidas.




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